HRT = Scorpion?

Publicado em Sem categoria

Então quer dizer que um grupo de investidores canadenses e norte-americanos estaria disposto a arrematar o espólio da HRT (ou Hispania, o que dá no mesmo) e manter uma 12ª equipe no Mundial de Fórmula 1, ainda que só a partir de 2014? Resta a poeira baixar para descobrir se estamos diante do mais novo engodo (lembram-se do projeto USF1, que tinha até piloto confirmado, o argentino Jose Maria López?) ou se, desta vez, a coisa é séria.

Não que três chassis, uma meia dúzia de motores e caixas de câmbio (made by Williams) e um galpão próximo a Silverstone (como seria o caso, segundo adianta a revista britânica Autosport) custem uma fortuna para quem tenha dinheiro, mas os três anos de insistência da pequena armada espanhola mostraram que não é tão fácil assim. Mesmo porque, em 2014, a história muda completamente, com os V6 turbo e alguns ajustes aerodinâmicos – é quase inconcebível um chassi da atual geração com os novos propulsores, sem contar que a Cosworth não deve permanecer no circo.

Dificilmente se trata de algo projetado por um dos grandes do automobilismo norte-americano, como Penske, Ganassi ou Carl Haas – é coisa de fundos de investimento, ou de corporações que não devem ter tanta experiência no automobilismo, quem sabe até de algum pai de piloto mais abastado que esteja abrindo caminho para a brincadeira do filho. E é curioso notar que Scorpion (ou o escorpião) é o símbolo da Pirelli, que assim denomina uma linha de seus pneus. Se é verdade que Bernie Ecclestone conversou com os responsáveis pela iniciativa e deu o sinal verde, que venha então – confesso que é complicado arriscar quem aceitaria pilotar um carro pouco desenvolvido, do ano passado e ainda por cima arrumado às pressas, muito embora a Hispania tenha feito milagres no último campeonato.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *