HAJA PILOTO… MAS SERÁ QUE PRECISA?

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Responda rápido: quantos pilotos, além dos titulares, vão estar ligados a uma das 12 escuderias do Mundial de Fórmula 1 durante a temporada? Se não faz a menor ideia, eu fiz a conta e cheguei a um número aproximado, que ainda pode aumentar: 19. Isso mesmo, entre reservas, terceiros pilotos e funções do gênero, dá quase para formar outro grid. Não dá ainda para afirmar com certeza quantos serão porque Virgin e HRT ainda não anunciaram sua legião – Mercedes e Williams também, mas tanto uma quanto a outra devem ficar no básico, apostar em um só nome e olhe lá. Curiosamente, a dupla com o principal programa de formação de pilotos é uma das mais frugais no assunto: Red Bull e Toro Rosso apostam no australiano Daniel Ricciardo, que tanto pode reforçar a campeã quanto a caçula.

Sauber, McLaren e Force India também preferem não inflacionar seus organogramas. Diferentemente da Renault, que, ao lado de Kubica e Petrov, deu status de pilotos de F-1 a Bruno Senna, Jan Charouz, Ho-Pin Tung, Fairuz Fauzy e Romain Grosjean. Isso porque os treinos na pré-temporada estão proibidos, imagine se não estivessem. Senna e Grosjean são, no papel, os reservas mas, vamos que um dos titulares não possa correr. Quem vai ocupar o posto? Será no cara ou coroa? Brincadeiras a parte, Charouz, Tung e Fauzy se limitarão a fazer exibições em grandes cidades; ou a comandar os carros dos anos anteriores nos race weekends da marca francesa – que juntam as etapas da F-Renault World Series 3.5, Eurocup F-Renault 2.0, Clio Eurocup e Megane Cup).

O efetivo da Ferrari também chama a atenção, não só pelo número, mas também pelas atribuições. Basta lembrar que o italiano Davide Rigon (muito bom piloto, aliás) foi encarregado de pilotar… o simulador do F150, em Maranello. É ele quem vai, na sede, testar, virtualmente, mudanças de acerto, ou trabalhar com as informações da telemetria vindas diretamente dos circuitos. Um trabalho que era feito por Andrea Bertolini, quatro vezes campeão do FIA GT e nascido em Modena, como a escuderia do cavalinho – um dos principais nomes das provas de grã-turismo no planeta. E ainda tem os experientes Marc Gené e Giancarlo Fisichella para os restritos testes aerodinâmicos (em linha reta) e o novato Jules Bianchi para o posto de reserva. A Lotus (verde e amarela) assinou com o baiano Luiz Razia, vai recolher uns trocados do indiano Karun Chandhok e não descarta contar com o italiano Davide Valsecchi, além do prodígio malaio Nabil Jeffri que, com 16 anos, tornou-se ano passado o mais novo da história a comandar um F-1. Brincadeiras à parte, estou pensando em arranjar um empresário com bons contatos no meio, batalhar uns patrocínios e tirar onda de piloto de F-1 também. Não seria uma boa?

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