GELO NO ASFALTO…

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Kimi Raikkonen é realmente surpreendente. Dois anos depois de dar as costas à Fórmula 1 – e, sinceramente, apesar de todo o seu talento, o que poderia esperar mais o finlandês do que o título mundial de 2007 – ele parecia em lua de mel com os ralis. Teve muito apoio da Citröen em 2010, bateu mais do que devia e descobriu que o aprendizado na modalidade é lento, a não ser que você tenha um dom a la Robert Kubica, algo realmente raríssimo. Não é um estranho no ninho, a bem da verdade, mas, para brigar por vitórias com os Sebastians Loeb e Ogier e os compatriotas Mikko Hirvonen e Jari-Matti Latvala, teria de crescer muito. Mas tem tudo para bater no peito no fim do ano e dizer que é um dos 10 melhores do planeta nas estradas abertas.

A história de um eventual interesse pela Nascar não é nova, mas o principal interessado sempre se apressava em desmentir. Até que a notícia chegou, na velocidade exigida para acelerar num oval: a equipe criada pelo “Homem de gelo”, a ICE1 Racing (que além dos ralis estende seus tentáculos para o motocross) vai atravessar o Atlântico e desembarcar nas pistas dos EUA. A coisa é séria: Raikkonen começará, na Truck Series (a categoria para picapes), uma caminhada que espera o leve até a Sprint Cup, a categoria principal da Nascar. Ele se diz fascinado pelo tipo de corridas nas pistas ianques e pela atmosfera das provas. Pode ser, mas não dá para imaginar um Kimi sorridente assinando autógrafos e cumprindo longas horas de programação com os patrocinadores. Se bem que o mesmo se previa para Juan-Pablo Montoya e o colombiano vingou. Os dois batendo rodas novamente depois da parceria na McLaren? Quem sabe… Por enquanto, quem deve ficar de olho é Nelsinho Piquet, assim como o gaúcho Miguel Paludo e o italiano Max Papis, outro ex-Fórmula 1. O finlandês se adapta rápido e logo se sente em casa…

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