Forza Rossa: o samba do romeno doido…

Publicado em Sem categoria
Então tudo indica que teremos mesmo um 12º time no Mundial de Fórmula 1 de 2015, ainda que a escuderia de Gene Haas tenha adiado em um ano sua previsão de estreia. Quando confirmou a entrada dos norte-americanos no circo, a FIA revelou ainda estar “estudando a documentação apresentada pela Forza Rossa” que, sabia-se então, tinha o dedo de um “certo” Colin Kolles, o dentista romeno que se envolveu em vários projetos no automobilismo, a maioria mal-sucedida, com algumas raras e honrosas exceções.

Kolles era o homem, por exemplo, por trás do que começou como Hispania (e deveria ter nascido como o time de Adrián Campos e Alejandro Agag), se transformou em HRT e, depois de três temporadas de muita insistência e pouco dinheiro, fechou as portas, no auge da crise espanhola. E já alinhou uma Audi R10 Tdi nas 24h de Le Mans, além de ser, por meio de sua empresa, a Kodewa, o responsável pelo retorno da Lotus às provas de longa duração, com seu protótipo LMP2. Que deveria ter dado origem a um LMP1 este ano, carro que ainda não deu as caras, sob a justificativa de mudança no fornecedor de motores (de Judd para AER). O romeno radicado na Alemanha é cercado por uma aura de mistério e tem um quê de eminência parda, aquele que manda mas pouco aparece.

Pois agora surge a notícia de que quem realmente comanda o projeto Forza Rossa (Kolles será o responsável pelo trabalho na pista) é Ion Bazac, o jovem (45 anos) ministro da Saúde da Romênia, com diploma em Física e Medicina, atuação em projetos do Banco Mundial e o posto de diretor-principal do importador da Ferrari em seu país, a Forza Rossa que dá nome à provável futura escuderia.

Só que… tudo indica que o carro do novo time usará power units da Renault. E será concebido em Munique, pela mesma Kodewa. E pode ter certeza de que a decoração ficará a cargo do designer Daniel Simon, de trabalhos em Hollywood e que definiu os esquemas de pintura da HRT e dos protótipos Lotus LMP2. Como a Romênia não tem pilotos de ponta no asfalto, pode apostar que a dupla de pilotos será a que levar a mala com maior número de dólares. Ou, quem sabe, podemos ter a chance de ver um protegido da Red Bull dando seus primeiros passos (Carlos Sainz, ou Antonio Félix da Costa), assim como foi o caso com Daniel Ricciardo na HRT. Mas que não se espere muita coisa. No máximo algum trabalho para Caterham e Marussia no pelotão do apetite…

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *