Finalmente um carro diferente. E para melhor…

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Foi necessário esperar a apresentação da penúltima máquina para o Mundial de F-1 2013 até que surgisse um desenho… diferente, e não uma cópia retocada do antecessor. Era de se imaginar no caso da Marussia, já que o time, em seus dois primeiros anos, se valeu da teoria do projetista Nick Wirth segundo a qual um projeto feito apenas no computador, sem análises e testes no túnel de vento (o chamado CFD, ou Computational Fluid Dynamics) seria capaz de encar os adversários de igual para igual. Não foi o caso, nem de longe. Os carros ficaram imensos, desengonçados e incapazes de vencer mesmo a luta com a também nanica Caterham. No ano passado já era tarde para revolucionar o projeto, o que só foi possível agora, com o reforço da parceria com a McLaren e a consultoria de Pat Symonds, o mesmo envolvido no Crashgate de Cingapura 2008, de volta ao circo.

Sim, o MR02, que será conduzido também por Luiz Razia, mantém as formas parrudas, mas ficou menos anguloso, com formas interessantes especialmente na carenagem do motor. Já não tinha degrau no bico e não precisou do painel da vaidade. Tudo indica que não será suficiente para marcar os primeiros pontos e tirar o time anglo-russo da condição de peixe fora d´água, mas foi o primeiro rasgo de inovação em um mar de evolução e mesmice. Ainda bem… Confesso que torço para os pequenos e espero que eles preguem suas peças nos grandes. Max Chilton, encarregado dos primeiros quilômetros com a novidade (seu pai tornou-se acionista majoritário do time, nada mais justo…) fez o favor de estampar o brinquedo novo no muro de Jerez, mas tudo indica que foi falha mecânica digna de carro 0km.

                   Marussia F-1 Team/divulgação

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