F-FUTURO?

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O leitor Diego Duarte pediu e, com algum atraso (reconheço), eu atendo: ele queria um comentário sobre o Racing Festival, a competição criada por Felipe Massa em parceria com a Fiat e com organização nas mãos da RM Racing, do ex-piloto de enduro e fera na matéria Carlinhos Romagnoli. O momento é mais do que adequado para falar do evento, já que o fim de semana marca o início dos três campeonatos: F-Future (monoposto), Trofeo Linea e Copa Hornet 600cc (motos), no Rio.

Sem dúvida uma iniciativa louvável para dar uma chacoalhada no automobilismo de pista brasileiro (e as motos pegam uma bela carona), já que estar limitado ao que cerca a Stock Car era pouco para a nossa tradição e a qualidade (e quantidade) dos pilotos. Ideias como a de incluir o campeão da Future no programa de jovens talentos da Ferrari, oferecer premiação em dinheiro e contar com ampla cobertura de TV são fundamentais. E o suporte de um nome como o do piloto verde e amarelo em maior evidência no cenário internacional não é pouca coisa.

O problema é que…a coisa não começou como deveria. A montagem dos carros, tanto os fórmula quanto os Linea, se protelou por uma eternidade e apenas há poucos dias as equipes tiveram contato com as máquinas. Tempo para fazer testes e tornar o equipamento confiável? Esqueça. O release da equipe de Andreas Mattheis (uma das mais profissionais do país), que fará correr os irmãos Cacá e Popó Bueno, diz que todos foram obrigados a trabalhar praticamente 24h por dia nas últimas semanas para estar tudo pronto. E, pasmem, faltando cinco dias para as primeiras corridas, foi divulgado o regulamento esportivo, prevendo que os oito primeiros lugares de cada corrida serão invertidos para formar o grid da segunda.

No caso dos Linea, como se trata de motores turbo, a tendência é de que as primeiras etapas sejam marcadas por um elevado número de quebras, apesar de todo o cuidado. Tanto assim que, também aos 45min do segundo tempo, foi incluído o descarte dos dois piores resultados. Nos bastidores, quando só deveria haver certezas, ainda restam muitas dúvidas. Até que as coisas se estabilizem, leva tempo, e é uma pena que campeonatos com tantas feras reunidas comecem de forma tão atabalhoada. Nenhuma novidade: foi assim nos tempos da F-Uno e da F-Palio, parece que a montadora de Betim, que aprendeu a ser líder no mercado brasileiro, ainda não aprendeu a fazer as coisas direito nas pistas. Tomara que consiga a tempo…

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