Eu era assim… e posso ficar assim…

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Há exato meio século, um grupo de apaixonados comandado por Jean Redelé revelou ao mundo um carro que pode não ter sido o esportivo mais famoso, mas ganhou fronteiras e se transformou em mito – não é da minha época, mas as Berlinetas Interlagos fizeram história nas pistas brasileiras sob o comando da equipe Willys. O Alpine A110 venceu os mais prestigiosos ralis do calendário internacional e, como os franceses afirmam, sem exagero, comandar um é como “viver uma religião”. O ex-piloto de Fórmula 1 Erik Comas, de tão apaixonado, montou uma oficina de restauração e alinha vários deles nas provas históricas e de regularidade ao longo da Europa.

Pois a data não passou em branco e a Renault, que assumiu a pequena marca de esportivos de Dieppe, assegurando sua sobrevida (embora tenha tirado as Alpines de sua lista de produtos), resolveu marcar a data com uma “provocação”. Como seria um modelo 2012 inspirado na A110? Com um time de consultores capitaneado por Alain Prost e Jean Ragnotti, a marca do losango pegou um chassi tubular do Megane Trophy, montou um motor V6 de 3.500cc (o mesmo usado pelos esportivos da Nissan) e, por enquanto em exemplar único, criou o conceito A110-50. Que ontem ganhou as ruas do principado de Mônaco pilotado pelo português Carlos Tavares, presidente da Renault. Ficou bonito, e bem, que poderia ganhar uma encarnação nas pistas e estradas do mundo. Quem sabe…

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