Estraguei a surpresa (ou como foi o rali)…

Publicado em Sem categoria

Era para fazer surpresa e estrear, no post com o comentário sobre a participação no Rali de Bom Jesus do Amparo, uma novidade testada com sucesso enquanto durou a participação na prova: as imagens onboard feitas por uma câmerazinha danada de bacana, que registraram os 6,5km da primeira especial cronometrada. Mas, como já se vão dois dias e eu reconheço minha relativa ignorância em editar vídeos (ou comprimi-los para o tamanho adequado), conto com a ajuda das fotos até conseguir publicar os 12 minutos gravados.

Começando pelo fim, o fim se deu na metade da terceira SS (de um total de nove), depois de uma curva à direita de 180 graus, o que, no jargão do rali, é um gancho. O barulho na roda esquerda foi o mesmo sentido num treino no começo do ano, e o diagnóstico semelhante: quebra do semieixo, algo que nem mesmo a preparação mais cuidadosa poderia detectar com precisão. Acontece, coisa de rali, e poderia ter sido no primeiro ou no último quilômetro.

Pena, porque estava bom, em todos os sentidos. Para que você entenda, um rali começa muito antes. No meu caso, inclui separar, lavar e passar roupas, separar macacão, capacete, luvas, o passaporte técnico do carro (que é analisado nas vistorias), papéis, anotações, barrinhas de cereal (não dá para pensar num almoço quando se pretende trepidar o dia inteiro andando rápido) e isotônicos. Comprar a gasolina, que não é uma qualquer, verificar se tudo está a postos. Esquecer certas coisas a 80 quilômetros de casa pode ser o fim da prova antes mesmo do começo.

Reconhecimento dos trechos das especiais, briefing com a organização, para esclarecer dúvidas e fazer observações, últimos detalhes e um jantar com toda a equipe que não poderia fugir do óbvio: pizza. Chega o domingo, a manhã fria, como friozinho deu na barriga depois de tanto tempo. Recebemos a cartela de controle no ponto em que o rali começa a valer (como trecho de deslocamento) e o carro morre… Tudo bem, o tempo ainda não está correndo. Chegada ao local da primeira largada, espera pelo momento de entrar na zona de alinhamento, as mãos mostram 10, 9, 8… 5, 4, 3, 2, 1… Hora de acelerar. A primeira passagem, bem conservadora, é divertida e termina sem sustos.

Na segunda, apertamos o ritmo e, numa curva fechada com piso de cascalho, uma rodada. Sem tocar em nada, é engatar a ré e retornar. Mesmo com o contratempo, baixamos em 14 segundos o tempo da primeira passagem. Na terceira, as coisas iam bem até o momento fatídico. Ao menos nem tudo está perdido para o Marinelli Team, e os colegas Alexandro Quim (este que na foto acima parece invocar proteção divina…) e Fábio Rennó, merecidamente, levam a taça de vencedores na categoria Super N. Bom ouvir de algumas pessoas que o Palio passou bonito, bom constatar que a distância para os primeiros diminuiu, bom ter a certeza de que oito meses longe do esporte não deixaram sequelas. Que venha a próxima, com vídeo, prova completa e, se não for querer muito, o trofeuzinho que escapou desta vez. Ele estava ali, próximo, mas posso garantir que o caminho até pôr as mãos nele é longo, trabalhoso. E divertido…

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *