Esse esporte ainda vai ser popular

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… então, em época de eventos automobilísticos festivos, como são o Desafio das Estrelas orquestrado por Felipe Massa, ou as 500 Milhas de Kart, que este ano trocaram a Granja Viana pelo Beto Carrero World, em Santa Catarina, e o Masters de Bercy (França), a turma do rali se insurgiu contra o 1º Rali de São Paulo, prova idealizada por Rubens Barrichello e que será disputada nos dias 17 e 18 numa pista montada no gramado do Parque São Jorge, atual morada do Corinthians, enquanto o Itaquerão não vem. Nas redes sociais, sites, posts, teve muita gente boa lamentando o fato de apenas a turma das pistas ter sido escolhida para comandar os Mini Coopers JCW de 211cv.

Quem sou eu para competir com feras de títulos intermináveis no currículo, mas não consigo ver a situação da mesma forma. Afinal, quem organiza uma prova tem direito a chamar quem bem entender – e com 16 postos apenas, certamente vai faltar muita gente boa. Claro que o ideal seria fazer como a Race of Champions, criada pela ex-piloto de rali Michele Mouton, que junta feras de todas as tribos das quatro rodas num mesmo estádio, mas ficaria complicado trazer Loeb, Hirvonen, Meeke, Sordo, Latvala, Gronholm, Block. Sim, porque tirando dois ou três brazucas que fizeram bonito inclusive no Dacar, o grande público não conhece os principais nomes do rali verde e amarelo. E entre um Nelsinho Piquet, um Lucas di Grassi, um Tony Kanaan e um “nunca ouvi falar desse cara”, não é preciso ser inteligente para imaginar quem seria chamado. Estamos na expectativa de voltar a ter uma etapa do WRC em nossas terras, a modalidade se mexe, mas em comparação com a pista, o rali é como o rúgbi no anúncio da Topper. “Um dia esse esporte ainda vai ser popular por aqui”…

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