Enquanto isso, na África do Sul…

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Enquanto a endurance brasileira busca um rumo, depois de ter esnobado os carros mais simples e baratos em nome dos GTs e supermáquinas – bons tempos em que as Mil Milhas (aliás, onde andam as Mil Milhas?) reuniam de Ferraris a Fuscas, em total harmonia e mobilizavam Interlagos – um “vizinho de hemisfério” mostra que este deveria ser o caminho adotado por estas bandas. O fim de semana que é também de 500 Milhas de Daytona, e do retorno da agendinha da TV, será marcado ainda pela “The African 6 Hour”, prova no Phakisa Raceway, em Welkom, traçado que já recebeu a etapa sul-africana da Moto GP. Sim, estamos falando da África do Sul, país figurinha fácil aqui no blog pelos bons exemplos, automobilismo ativo e histórias interessantes.

A ideia é retomar os tempos de glória em que os principais times do automobilismo internacional faziam questão de acelerar na terra de Nelson Mandela, que já se deu ao luxo de ter um campeonato próprio de F-1, pena que nos tempos de apartheid. Hoje o cenário político e social felizmente é outro, já existem pistas também no Senegal e em Angola e, num futuro não muito distante, é de se hipotizar uma série continental, talvez não no regulamento ACO/Le Mans, mas aberta mesmo aos protótipos e GTs de última geração, sem abrir mão das raízes.

A festa não se dará apenas na pista – há 36 times inscritos, com direito a protótipo Pilbeam MP98, um Panoz Esperante GTLM, vários Porsches 911 novos e menos novos, alguns VW Golf e BMW, réplicas de Ford GT40 e esportivos domésticos, como o Back Draft 4000 – mas haverá também concerto da banda Prime Circle, hoje uma das principais do cenário sul-africano. Inveja dos vizinhos de hemisfério, especialmente se considerarmos que há, no Brasil, máquinas, pilotos, equipes e profissionais bons o suficiente para fazer um espetáculo no mínimo igual. Esperemos…

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