EM BOCA FECHADA…

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Fernando Alonso está na equipe que sonhou, venceu o primeiro GP do ano em sua estreia pela Ferrari e leva a melhor no duelo interno com Felipe Massa, ainda que nem sempre por circunstâncias de corrida. Mas não lidera o Mundial, nem voltou a vencer. Ainda assim, parece que a situação subiu à cabeça. Desceu do carro em Valencia (logo onde, diante do público de casa…) dizendo-se injustiçado. Vítima de uma corrida manipulada. Prejudicado pelos homens da FIA, que teriam demorado a aplicar uma punição a Lewis Hamilton, que ultrapassou o safety car depois da linha permitida e, com a vantagem de que dispunha, atravessou os boxes a baixa velocidade e ainda assim manteve a segunda posição.

As declarações tiveram repercussão negativa, soou mal entre as demais equipes e levantou um clima de suspeita desnecessário. Afinal, estamos falando do mesmo GP da Europa em que nove pilotos foram punidos (de forma discutível, é verdade) por terem acelerado mais do que o permitido quando a prova foi neutralizada.

Diz o ditado que “quem fala muito dá bom dia a cavalo”, e parece ter sido o caso com o bicampeão mundial. Que voltou aos refletores para pedir desculpas, antes de a situação se voltar contra ele. “Reagi emocionalmente. Naquela situação era muito fácil dizer coisas que poderiam ser interpretadas equivocadamente e levantar suspeitas, o que não queria fazer. O que falei foi que alguns pilotos, como eu, que seguiram as regras, foram prejudicados, enquanto outros, mesmo penalizados, se deram melhor”. Tá bom, seu Alonso. Não desmentiu o que disse e ainda teve de engolir as palavras…

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