ECOS DO DESERTO

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     Ué, mas cadê as ultrapassagens, a emoção da largada à bandeirada, as várias equipes brigando pela vitória, a tal da temporada mais esperada dos últimos anos na F-1? Expectativa frustrada? Promessa equivocada? Conclusão precipitada? Não, nada disso. Tudo bem que o que se viu ao longo das 49 voltas no Barein esteve distante de ser uma corrida emocionante, mas basta puxar um pouquinho pela memória para lembrar que mesmo os campeonatos mais equilibrados tiveram corridas em que pouco (ou nada) aconteceu. Julgar o que pode ser o Mundial pelo primeiro de 19 atos é, no mínimo, prematuro.        Não fosse o problema no escapamento e eu bem teria acertado em meu prognóstico, pelo menos do vencedor. Vettel fez uma largada perfeita, tinha um carro menos glutão e vinha controlando as Ferraris sem grande dificuldade. E já é gente grande o suficiente para não se impressionar com Massa ou Alonso a pouco mais de dois segundos. Mais eis que… e com certeza já terá aparecido alguém com uma teoria da conspiração afirmando que tudo estava armado (pelo menos no time italiano) para a vitória do espanhol. Bobagem. Ele e Massa foram praticamente iguais ao longo de todo o fim de semana e, se houve um pequeno deslize, foi o de Felipe, durante a largada. Preocupou-se em defender a posição por dentro, manteve Vettel sob a alça de mira, mas acabou dando espaço para que o companheiro o ultrapassasse.   Nada de preocupante. Para quem não lembra, desde julho do ano passado ele não sabia o que era largar, era normal que titubeasse um pouco. Fez uma corrida sem erros (fora o susto com a saída de traseira nas voltas finais) e, bem melhor do que nos anos em que depois do primeiro GP não tinha ponto algum, desta vez soma 18, um capital precioso para uma briga que, essa sim, promete ser de arrepiar. Hamilton mostrou que não é nome para ser esquecido, Button mostrou que com um carro em desenvolvimento e tendo de se adaptar à McLaren não é aquele monstro da Brawn e Michael Schumacher foi fiel à própria expectativa. Não há combustível melhor para o alemão do que a certeza de que os outros ainda estão à frente. Como o talento não falta, é questão de tempo. Rubinho levou a Williams ao lugar esperado, as Lotus mostraram ser a prova de balas e se salvaram entre as novatas, enquanto Lucas di Grassi e Bruno Senna sofreram com o noviciado. Potencial existe para que venham dias melhores. Olho na Ferrari…

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