É cada uma que me aparece…

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Sou fã do Nordschleife, o traçado longo de Nurburgring que, até o gravíssimo acidente envolvendo Niki Lauda no GP da Alemanha de 1975, recebia a F-1. A categoria encontrou outros ares, mas o fascínio do circuito se manteve graças às 24h, que anualmente reúnem mais de 200 carros num mesmo grid, de Ferraris e Aston Martins a velhíssimos Opel Manta – cada um na sua categoria e com seus objetivos; e ao campeonato de endurance VLN. Comentei também que todo o complexo vive a ameaça de extinção devido aos prejuízos constantes e às dificuldades da região para arcar com os custos de manutenção. A ponto de ter surgido um movimento de nome “Save the Ring”, que tenta arrecadar fundos para evitar o fim de um símbolo da velocidade.

Pois enquanto o original sobre com a falta de dinheiro, do outro lado do Oceano Atlântico surge uma ideia que só poderia ter vindo mesmo de Las Vegas. Dono da ISC, proprietária de cinco entre 10 ovais norte-americanos (os outros são de Roger Penske ou da família France, criadora da Nascar), Bruton Smith sugeriu criar, na imensidão do deserto, uma réplica exata do Nordschleife. O objetivo não é nem tanto sediar corridas, mas dar aos endinheirados que procuram a meca do jogo a chance de se divertir por mais de 22 quilômetros de subidas, descidas, 176 curvas e tudo o mais. Tudo bem, lugar não falta, mas não seria mais inteligente investir milhões e milhões de dólares em um projeto mais razoável? Ou quem sabe criar uma versão totalmente diferente, um USA Ring? Tem maluco para tudo…

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