E A MATEMÁTICA LEVOU A PIOR

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Na semana do GP do Brasil, publiquei um post com o resultado de um trabalho desenvolvido por estudantes e professores do Departamento de Matemática da UFMG, que, a exemplo do que ocorre com o futebol, começaram a levantar as possibilidades estatísticas de título na F-1. Na ocasião, Fernando Alonso contava com probabilidade de 58,04% (mais que os 50% que disse ter ao longo de todo o ano…); Mark Webber tinha 26,38%; Lewis Hamilton, 10,3% e Sebastian Vettel, como acrescentei, “dependeria de um milagre”, com seus 5,22%. Pelas projeções, o espanhol chegaria a 255 pontos; insuficientes, portanto, para bater o alemão da Red Bull.

E terminei o texto dizendo: “Antes que alguém espere diabolicamente pelo desfecho da temporada para proclamar: ‘está vendo como essas previsões são furadas?’, volto a ressaltar. São apenas probabilidades”. Está aí o grande barato do esporte, a capacidade de subverter a lógica, de reservar o imprevisível para o desfecho de um campeonato, de desmentir tendências. Vettel realmente precisou de um milagre: imagine um aproveitamento de 100% nas duas últimas corridas – pole e vitória em ambas. Pois foi assim, perfeito, somando todos os pontos à disposição que ele, também depois da bandeirada, como na decisão de 2008, finalmente liderou pela primeira vez a temporada. Justamente quando mais importava. Aos rivais, os números apenas deixam uma grande lição que, aliás, é um chavão das pistas, quadras e campos. Não basta ser favorito, é necessário confirmar o favoritismo. E tenho dito…

  

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