E A DECEPÇÃO…

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Quem acompanhou pelo Sportv2 a transmissão de mais uma edição da Race of Champions (ROC) deve ter curtido o evento, especialmente se se deparou com uma novidade. Longe vão os tempos em que a francesa Michele Mouton, mais rápida mulher a se aventurar no Mundial de Rali e única a vencer os homens, com seu lendário Audi Quattro no começo da década de 1980 e o sueco Frederik Johnsson reuniram em Monthlery, autódromo hoje desativado próximo a Paris os melhores nas mais diversas categorias para, com fins benéficos, escolher, se é que tem jeito, o mais completo piloto do ano. O que começou em espaços amplos e passou pelas Ilhas Canárias até 2003, foi “comprimido” para caber em arenas e estádios de futebol, mas não perdeu o charme e o fascínio. Foi representando o Brasil na edição de 2002, por exemplo, que Cristiano da Matta descobriu ser capaz de levar ao limite um Mitsubishi Lancer de rali, a ponto de receber elogios do então patrão na Toyota, o saudoso Ove Andersson, que sabia bem do que estava falando, e foi derrotado em sua série apenas por Marcus Gronholm, simplesmente bicampeão mundial da modalidade.

Pois a corrida deu voltas e mais voltas (literalmente) até encontrar espaço na Esprit Arena, em Dusseldorf, como se os organizadores pudessem antever a Vettelmania. O que poderia provocar mais entusiasmo do que uma dupla com o representante da nova geração e o heptacampeão Michael Schumacher? Só uma nova vitória germânica na competição por países diante da festa da torcida, além da presença de Alain Prost, Sebastien Loeb, Andy Priaulx, Michael Doohan e o maluco-mor Travis Pastrana.

E o Brasil, você há de perguntar? Tudo bem que as 500 Milhas da Granja Viana afastaram boa parte de nossos potenciais representantes, mas, ainda assim, teríamos pilotos competentes para marcar presença de forma digna. Pois uma das bandeiras mais tradicionais do automobilismo mundial não tremulou em Dusseldorf. E embora seja precipitado afirmar que o vencedor do desafio é o mais completo do planeta, deu inveja dos patrícios ao ver Filipe Albuquerque levar a taça pra casa, batendo ninguém menos do que o também hepta Loeb. Atualmente piloto de GT, ele é apenas um dos vários talentos revelados recentemente por Portugal. Tomara que em 2011 seja diferente e o verde e amarelo de tantos campeões sejam protagonistas de uma prova dedicada a eles, os melhores…

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