E a crise acabou com o Motor Show…

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Imagine um evento num centro de exposições cujo estacionamento virava pista de corridas e exibições – era o palco, num passado não muito distante, do único confronto entre carros da F-1 fora do Mundial, na esteira do que ocorria na Inglaterra das décadas de 1960 e 1970. Tudo bem que era um traçado curtinho, estreito, que cada carro largava num extremo, mas times como Minardi, Coloni, Osella, Fondmetal, AGS, Lotus (a anterior), March, BMS Dallara, Lambo, Eurobrun e Rial mediam forças, com pilotos bons o suficiente para estar no circo, mas que nem sempre conseguiam os resultados (e o prestígio) merecidos. Gente como Morbidelli, Larini, Tarquini, Pirro, Larrauri, Raphanel. Havia ainda a F-3 e a F-3000 (depois a GP2), bem como provas de turismo, GT, carros clássicos e uma das mais tradicionais manifestações do rali mundial, o Memorial Bettega, homenagem ao falecido Attilio Bettega que já reuniu Loeb, Sordo, Solberg, McRae, Hirvonen, Makinen, meu professor Toni Gardemeister, Andreucci, Liatti, Longhi, Navarra e tantos outros. E, cereja do bolo, equipes como Ferrari, Red Bull, Lotus e Toro Rosso se exibiam com seus pilotos e faziam a festa do público com as simulações de pitstops.

O Bettega já havia sido varrido do Motor Show de Bolonha ano passado. Desta vez, a falta de novidades e de interesse das montadoras na exposição de automóveis e motos acabou decretando o cancelamento do evento, que era quase um encerramento extra-oficial da temporada numa Itália já tomada pelo frio do outono/inverno. Uma das raras oportunidades de ver máquinas das mais diversas categorias reunidas sob um mesmo teto e numa mesma arena foi, literalmente, para o vinagre (será o Balsâmico?). A GL Events, responsável pela manifestação, ainda fala em tentativa de retorno para 2014, mas é algo bastante improvável. Pena…

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