DURA A VIDA…

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Queria saber o que se passa pela cabeça de Michael Schumacher. Se ele tem interiormente a certeza de que pode ser bem mais competitivo, tudo bem. Se apenas se cansou de ficar parado em casa, poderia ter tentado qualquer outro caminho: endurance, DTM, GT, que tal algumas provas na Nascar onde qualquer bom resultado seria uma façanha numa categoria tão especializada? A última de uma temporada no mínimo discreta veio no GP da Itália. Não apenas ele foi ignorado pela torcida que tanto o hosanou como ainda foi alvo de algumas vaias, de quem não perdoa a “traição” depois de ter jurado amor eterno à Ferrari.

Tenho cá minha teoria sobre o alemão. Se eu disser que um piloto com sete títulos, 91 vitórias e 68 poles não é um gênio, corro o risco de ser linchado em praça pública. Mas que ele soube se valer não apenas da pilotagem para se trnsformar no que, não resta dúvida. Tinha na Benetton e na Ferrari um staff que sabia interpretar à perfeição suas exigências, contava com a ajuda da estratégia e, como leão de poles que era, na maioria das vezes ganhava as corridas com aquelas voltas impressionantes antes e depois das paradas.

Só que… não se reabastece mais nas paradas, um pitstop por GP basta (não dá para esquecer o GP da França vencido por Schumi com quatro visitas aos boxes) e, com os pneus mais estreitos adotados este ano, o carro passou a sair bem mais de frente. Característica que o alemão odeia. Para ele, o ideal é um pouco de sobresterço (em linguagem de gente, saída de traseira). E nem mesmo com toda a bagagem, experiência e currículo, ele consegue fazer o carro render a seu jeito. Mostra de que vivemos uma era (se é que ainda precisava provar) em que um piloto mediano poderia ser campeão num carro de ponta, mas um piloto de talento não faria nada de excepcional numa máquina limitada…

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