Dor de cabeça na Nascar

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Sim, a cena do fim de semana em Daytona foi o impressionante acidente nos metros finais da corrida da Nationwide Series, sábado, em que a parte dianteira do Chevrolet de Kyle Larson se desprendeu totalmente do restante do carro – motor, rodas e outros componentes conseguiram destruir o gradil de proteção que, diga-se de passagem, mostrou-se bastante robusto e adequado, embora tenha ficado claro que algo mais terá de ser feito para que ninguém se machuque, mesmo no pior dos cenários.

Isto posto, o que ficou claro na prova principal, as 500 Milhas, é que o esforço de técnicos e engenheiros para desenvolver uma nova geração de carros mais próximos com os que estão à venda não trouxe o resultado esperado num superspeedway. Havia uma linha ideal (a superior) e sair dela significava perder velocidade (como os norte-americanos chamam, “momento”). Enquanto na Nationwide houve 20 líderes diferentes e momentos em que os carros estiveram dispostos em quatro filas, os Gen 6, modelos de sexta geração, proporcionaram uma corrida insossa. Os pilotos lamentaram, mas acreditam que é questão de tempo para que a situação se modifique – nos ovais pequenos e médios o cenário não deve se repetir.

A grande dor de cabeça dos oficiais da Nascar é não voltar atrás no esforço de tornar a categoria mais próxima do torcedor. Porque não é complicado mudar as formas da carroceria, instalar flaps e defletores ou mesmo pequenas asas capazes de diminuir a instabilidade. Só que aí voltaremos aos tempos em que as 43 máquinas eram absolutamente iguais – mudava apenas o simulacro de grade na dianteira e o desenho dos falsos faróis. E a famosa história do “win on sunday, sell on monday” iria naufragar, o que não é nada bom em tempos de crise – Chevrolet, Ford e Toyota contam muito com os resultados das pistas para vender seus carros…

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