DEUS É JAPONÊS…

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Antes de falar da experiência no Rali de Sete Lagoas, que me valeu um inesperado terceiro lugar no Mineiro e no Brasileiro na categoria N2/N2 Light, na etapa de sábado, vou começar pelo fim. Está vendo a foto abaixo? Pois é, assim o valente Palio 16V de número 2 retornou de Sete Lagoas a BH, depois do excesso de confiança do piloto, que fingiu que não ouviu a orientação do navegador e tentou frear e reduzir a marcha mais tarde numa curva fechada à direita. Resultado: um barranco entrou no meio do caminho e provocou essa pequena mudança na aparência do carro (a lateral estava no lugar mas, de tão amassada, foi retirada para que eu pudesse voltar para casa).

A ligeira empenada na balança da suspensão do lado direito fez com que o pneu viesse raspando a lataria por longos e intermináveis 70 quilômetros. Se dá para tentar resumir a sensação, o barulho parecia de um helicóptero em pleno voo, de tantas pancadas. Com todos os cuidados possíveis e certo de que não levaria um susto, já me preparava para o momento em que o pneu rasgaria e eu seria obrigado a apelar para o estepe para conseguir chegar em casa são e salvo. Pois não é que o danado, depois de aguentar tanto desaforo no meio de tanta terra e poeira, resistiu bravamente a mais uma ofensa?

E onde entra o título do post, você haverá de se perguntar? É que o carro estava equipado com um Yokohama Advan A035, “made in Japan”. Longe de mim querer fazer propaganda, mesmo porque Deus pode ser italiano, turco (os Pirelli que me fizeram terminar o primeiro rali, em Rio Acima, eram fabricados em Izmir) ou brasileiro mesmo. Mas que é bom constatar como um produto as vezes tem qualidades insuspeitáveis, isso é…

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