Derrapada de Massa – Coluna Sexta Marcha

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*** Aqui está a coluna publicada no Estado de Minas sobre o GP do Japão que, pelo menos, não foi Vettel da largada à bandeirada, só para variar um pouquinho. Ainda que os números não ofereçam a certeza matemática, nem Alonso, muito menos a Ferrari, apostariam um centavo que fosse em suas chances. E só para deixar claro, as férias são no jornal, não no blog, que continua em ação…

Você contrataria para um time de ponta do Mundial de F-1 um piloto que desce do carro afirmando que fez de tudo para dificultar a vida do companheiro quando ele mais precisa de ajuda? Fosse eu Eric Boullier, diretor-principal da Lotus, e já teria assinado a papelada com Nico Hulkenberg, diante do que fez Felipe Massa em Suzuka. Se é para mostrar garra agora, vender caro a posição a Fernando Alonso, por que não foi assim na Alemanha’2010? Ou no começo da temporada? Ainda que a chance do parceiro seja mais matemática do que qualquer outra coisa, não é o comportamento que se espera numa reta final de campeonato, quando os papéis estão mais que definidos. Pode até ter sido jogo de cena de alguém que quer valorizar o passe, mas tem bem mais de tiro no pé, o que, para o Brasil, é uma pena. Não ter representante ou ter alguém vegetando na Williams ou esperando pelos raros dias bons da Sauber não é perspectiva das mais animadoras. Isto posto, o Japão não consagrou mais uma vez o soberano do circo por um fio de cabelo, embora mercesse bem mais do que a distante Nova Délhi e a tradição bem menor dos indianos no automobilismo. Se a esta altura alguém ainda se vale da surrada história de que “também, Vettel tem sempre o melhor carro e uma estratégia perfeita”, fico pensando há quanto tempo alguém não carrega uma máquina nas costas rumo a um triunfo inesperado, a um número 1 quase fortuito. Prost em 1986? Keke Rosberg quatro anos antes? E nem adianta dizer que o prodígio de Heppenheim não sabe o que é andar rápido por uma equipe pequena, largar de trás ou ser obrigado a se recuperar para chegar ao topo do pódio. Ontem, no Japão, foi de uma precisão cirúrgica. Nas primeiras voltas se fez de morto, como se não pudesse lutar com Romain Grosjean e Mark Webber, mas fez sua parte para a corrida virar a seu favor. Coisa de gente grande numa época em que o tempo gasto nos boxes ou a capacidade de poupar os pneus são tão ou mais importantes do que acelerar e frear na hora certa. O mínimo que não se pode dizer de Sebastian Vettel é que não merece a ascensão fulgurante, os números impressionantes; a capacidade de desbancar Michael Schumacher da preferência de seus conterrâneos. Mesmo eles sabem que o maior pecado do mais jovem tetracampeão da história da F-1 (nem dá para pôr no condicional) foi ter ignorado uma orientação dos boxes na Malásia. Bem diferente do estilo Dick Vigarista egocêntrico e centralizador do hepta de Huerth-Hermuelheim. Vettel segue dando autógrafos e distribuindo sorrisos. Michael prefere esconder o filho no Mundial de Kart e posar para fotos com os fãs sem esconder o desdém. Sim, não é campeonato de simpatia, mas é bem melhor dominar sem perder a humildade, o foco, os valores. Que fez questão de, antes de mais nada, agradecer à torcida da casa, cada vez mais devotada ao piloto da Red Bull, com uma idolatria vista talvez apenas nos tempos de um certo Ayrton Senna. Faço ideia da decepção dos rivais a cada novo campeonato, quando pensam: “agora vamos superar este alemão”. Já se vão quatro anos que ninguém consegue… Copa Brasil Parabéns a Rafael Araújo, João Pedro Guim, Evandro Bambirra, Daniel Cançado e Bruno Fusaro, campeões em suas categorias na Copa Brasil, disputada em Vespasiano. O mesmo se aplica a Sérgio Sette Câmara, que superou adversários até 10 anos mais velhos para ser vice na Graduados, atrás apenas de João Vieira. E a todos os mineiros e, na verdade, as 150 feras que aceleraram no fim de semana. O problema é que o kartismo brasileiro está até bem demais para a situação do restante da ladeira rumo ao sucesso internacional. Deveríamos ter mais gente subindo a cada ano, o que não acontece. E se reflete na renovação quase inexistente vivida pelo país lá fora… Férias

A coluna e o autor da coluna saem de férias e retornam já com um tetracampeão mundial de F-1 coroado, salvo cataclismas de última hora. Mas o blog continua sendo atualizado, que assunto não falta. Até a volta…

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