CORRIA 1999, EM JACAREPAGUÁ

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  Aliás, por falar em Gil de Ferran, que por obra do destino se transformou em sócio da equipe de Rafa Matos, vale lembrar uma história curiosa sobre o brasileiro nascido em Paris, de carreira invejável tanto nas categorias de base européias quanto no automobilismo norte-americano. E que infelizmente só conseguiu chegar à F-1 já como dirigente.     Corria o ano de 1999, e Jacarepaguá recebia a etapa brasileira da CART (a Indy de então, para não voltar às explicações quilométricas). Eis que, na sexta-feira, São Pedro resolve abrir as torneiras e implicar com o espetáculo. E com chuva, o leitor haverá de saber que, quando as curvas são para o mesmo lado, para tudo até que o asfalto esteja totalmente seco. Tanto assim que eles contam com picapes que rebocam turbinas de avião usadas para agilizar o processo.      Mas, voltando ao duas vezes campeão da categoria, mais tarde, com a Penske, naquele ano ele defendia a Walker Racing, com um Reynard Honda de bela decoração azul, vermelha e branca. Sem ter o que fazer na pista, Gil estava quieto na garagem de seu time quando foi abordado, quase ao mesmo tempo, por mim e pelo colega Cláudio Nogueira, do Globo. Como não havia muito o que falar sobre a espera angustiante, não foi propriamente uma entrevista, mas uma conversa descontraída, que só acabou porque tínhamos mais o que fazer.      Os pneus do carro de nº5 se transformaram em bancos e, a certa altura, Gil ofereceu: “querem café quente?” Ventava, estava até friozinho, e aceitamos. Pois não é que o próprio Gil fez as vezes de garçom, foi ao escritório de seu time e trouxe a bebida? Gente finíssima. Que merece agora, no novo papel, o mesmo sucesso dos tempos de piloto. E que se ensinar 10% do que sabe a Rafa, vai fazer o mineiro dar ainda mais trabalho… Tomara… 

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