Confusão na Stock: nem 8, nem 80…

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Não se trata de novidade das categorias brasileiras: um piloto coloca duas ou mais rodas fora dos limites da pista e acaba punido por ultrapassar nessa circunstância. Já aconteceu até mesmo com sua majestade Sebastian Vettel, contra Jenson Button, mas na F-1 ou nos circuitos europeus (mais recentes), há uma característica que até justifica tamanho rigor. A brita e a grama deram lugar a um asfalto mais poroso e capaz de frear os carros em segurança, evitando que “qualquer” rodada se transforme em fim de prova.

Só que o que se viu na oitava etapa da Stock, em Cascavel, não foi bem assim. Átila Abreu partiu para cima de Max Wilson e tentou superá-lo pela esquerda. Como acabou espremido (de forma normal, diga-se de passagem), tentou com duas rodas na grama, e por incrível que pareça, conseguiu a manobra com sucesso.

Algum tempo depois, e veio a sanção inapelável. Drive-through pelos boxes por ter superado os limites da pista. Átila ainda seria alvo de um strike em seu reabastecimento e, quando finalmente encostou o carro, resolveu destilar todo o seu repertório contra os comissários e a CBA, definindo a medida como absurda.

Aí é que está. Ao passar pela parte suja, ele teoricamente perdeu tempo, se desequilibrou e ainda assim teve sucesso na ultrapassagem. Não deveria ter sido punido por isso. Já pensaram se a lendária ultrapassagem de Alessandro Zanardi sobre Bryan Herta no saca-rolhas, em Laguna Seca, fosse analisada pelo mesmo prisma? E quando Valentino Rossi resolveu “cortar caminho” pelo mesmo ponto? Já é tão complicado superar sem a ajuda de push to pass ou artifícios do tipo e, quando alguém consegue, é considerado culpado.

Por outro lado, não é criticando abertamente quem supervisiona ou dando nome aos bois que se resolve alguma coisa. No futebol, qualquer tipo de crítica aberta, com termos no mínimo fortes, seria punida com cartão, amarelo ou vermelho. Exagero dos dois lados, na minha humilde e modesta opinião…

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