CONFISSÕES DE UM ESTREANTE

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Interlagos, terceira etapa do Trofeo Linea (é assim mesmo, para marcar a origem italiana do carro). Intervalo entre as corridas e nos fundos dos boxes da equipe do experiente Luiz Otávio Paternostro, o Pater, o mineiro Clemente Jr. fala sobre a experiência na categoria. E sobre o duro aprendizado em meio a feras como Cacá Bueno, Ricardo Maurício, André Bragantini ou mesmo seu companheiro Giuliano Losacco. Por mais que carregue na bagagem cinco títulos brasileiros de kart e seja campeão sul-americano de F-3, ele paga pelo noviciado. Não pode treinar entre as etapas por um motivo simples: a organização reprograma a central eletrônica dos carros, que não passa das 1.500 RPMs (o suficiente para fazer manobras e pequenos deslocamentos). E ainda se sente meio peixe fora d´água correndo pela primeira vez com teto no carro. “No Rio, na primeira rodada dupla, eu ainda me comportei como se estivesse na F-3, acelerando com mais cuidado. Rapidamente eu vi que não dá certo. Tem que reaprender e entender que os toques são normais. Nunca tinha corrido com um carro de tração dianteira e ainda estava apanhando um pouco para regular os freios. O jeito é acumular experiência e avançar a cada etapa”. Realmente todos os carros têm quatro rodas e motor, mas a prática mostra que a teoria, as vezes, é outra.

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