Como será…

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Janeiro já foi um mês movimentado na Fórmula 1, nos tempos em que 35 carros brigavam pelas 26 vagas no grid e não havia limitações para testes – o rigoroso inverno europeu era o único obstáculo, o que levava muita gente a optar por Jacarepaguá e Kyalami como opções interessantes. Quase todo dia havia carros novos, e muitos times nanicos se limitavam a mostrar imagens de suas novas máquinas sobre os cavaletes, nada de suntuoso ou global, já que eram tempos em que a internet não passava de projeto, mesmo assim em alguns laboratórios universitários. O mundo mudou e, sob a pretensa alegação de que os custos passaram do limite, optou-se por criar um período de entressafra. Com a dança das cadeiras praticamente encerrada, quase não há novidades dignas de nota (ou post)…

Para o ano da graça de 2012, o primeiro mês do ano surge pelo menos com uma incógnita que promete movimentar os próximos dias. Por mais que todos se esforcem, ninguém conseguiu bancar, com exatidão, as soluções encontradas pelas equipes para driblar as restrições no regulamento – vale lembrar que o uso dos gases de escapamento para aumentar a pressão aerodinâmica sobre o difusor passa a ser proibido, ao menos na teoria. Só isso já é capaz de levar projetistas e seus megacomputadores a trilhar outros caminhos.

Um deles foi antecipado pela Mercedes nas últimas provas do campeonato passado. Lembram-se do F-Duct, aquela canalização acionada com um braço ou uma perna que modificava o fluxo de ar em direção à asa traseira e reduzia a resistência à passagem do ar nas retas (e acabou trocado pelo DRS, mais seguro)? Pois o time anglo-germânico imaginou uma versão dianteira do dispositivo – uma pequena entrada de ar que redistribui o fluxo aerodinâmico na dianteira sem qualquer interferência do piloto. Nada revolucionário, é verdade, mas com potencial para ser copiado por todos os adversários.

No mais, o que será concebido para compensar a perda de pressão aerodinâmica com as novas limitações ainda é segredo de estado. Por enquanto o que se tem é a promessa, especialmente de quem ficou devendo ano passado, de um “conceito mais agressivo” – leia-se Ferrari e Mercedes, acima de tudo. Adrian Newey segue em silêncio, mas o simples fato de não ter estado nos GPs da Índia, Abu Dhabi e Interlagos mostra que o projetista de Stratford upon-Avon estava bastante ocupado imaginando novas traquitanas. Respostas à curiosidade mesmo apenas na primeira semana de fevereiro, salvo surpresas. Típico caso de esperar pra ver…

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