COMO SE ESTIVESSE LÁ…

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 Ver um piloto brasileiro brilhando no exterior apenas pelos méritos já é motivo de satisfação suficiente – afinal, nem é preciso explicar o quão complicado é vencer os degraus de uma ladeira que vai estreitando a cada novo passo, e que nem sempre premia quem merece. Pois ver um piloto acompanhado de perto desde os tempos de menino, quando dava os primeiros passos no kart, é ainda mais gratificante. Acompanhar de perto significa ver em ação, vencendo corridas, mas também comendo o pão que o diabo amassou, na expectativa pelo auxílio de um patrocinador, que transforme em realidade o que está escrito num pedaço de papel.

Pois o contrato de Rafa Matos com a equipe AFS estava no computador do piloto há muito tempo, mas dependia de uma série de fatores para ser impresso e assinado. Bastaria aparecer um garoto com a mala cheia de dólares, não necessariamente rápido ou experiente, e tudo estaria perdido. E ainda tem o componente emocional: se perder o lugar na Dragon De Ferran apenas porque a escuderia não tinha verba para mantê-lo (e tanto não tinha que fechou as portas), o que dizer de perder o maior incentivador no mesmo dia? Como ele mesmo disse, tudo ficou relativo, secundário. Mas a vontade de acelerar foi a forma encontrada para sublimar e superar tudo isso. E se não desse, paciência. Por enquanto o acordo é válido apenas para o primeiro GP da Indy, em Saint Petersburg, dia 27, mas, para quem se acostumou a ter um só limão nas mãos, e conseguiu fazer litros de limonada da melhor qualidade, é o que basta. Acelerar é o mais fácil na história…

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