COMO EU NÃO SOU VIDENTE…

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  Tá certo, seria muito cômodo (e lógico) apostar em nova dobradinha da Ferrari, de preferência com as posições invertidas, no GP da Austrália. Mas, e tem sempre um mas, as coisas nas ruas do Albert Park nem sempre foram tão simples, ainda que em várias ocasiões o vencedor da prova tenha sido, no fim das contas, o campeão mundial. Como eu não tenho qualquer pretensão de ser vidente, nem alguns trocados para dar palpite numa destas casas de aposta que pipocam na internet, vou preferir sair pela tangente. Especialmente por escrever antes mesmo do primeiro treino livre.      Que Fernando Alonso e Felipe Massa contam com o melhor carro do grid no momento (não quer dizer que não possa mudar), é fato. O espanhol não precisou forçar seu talento para vencer – na pista dificilmente superaria Sebastian Vettel, mas também não tentou nenhuma loucura, especialmente por se tratar de uma estreia. O brasileiro não teve a chance de espremer do equipamento tudo o que ele poderia oferecer.     Só que a pole foi de Vettel, e agora não há mais essa história de muito ou pouco combustível no tanque. São todos com o mínimo suficiente, os pneus mais macios do lote e a faca entre os dentes. E largar em primeiro em Melbourne escapando da confusão que normalmente reina na primeira freada é meio caminho andado. Se é verdade que o V8 Renault da Red Bull bebe mais do que os rivais, a presença quase garantida do safety car em algum momento da prova pode jogar a seu favor.      O que me intriga é a distância de quem também deveria estar na briga, que se resume a um duelo entre o cavalinho empinado e o touro vermelho. Mercedes e McLaren deram a estranha impressão de mirar hoje o terceiro degrau do pódio, nada mais do que isso. Teria sido apenas um passo em falso devido às características do Barein? Hamilton, Button, Schumacher e Rosberg devem aparecer mais próximos, mas talvez não o suficiente. Especialmente sendo obrigadas a trocar os difusores de seus carros.       Para Rubens Barrichello, qualquer posição do oitavo lugar para a frente será lucro – se conseguir ficar longe dos enroscos a Williams tem tudo para resistir inteira até o fim. No caso de Lucas di Grassi e Bruno Senna, o máximo que dá para torcer é que mecânicos e engenheiros tenham apertado melhor os parafusos, montado da forma correta os circuitos hidráulicos e seja possível completar um número maior de voltas. Sem qualquer teste, é covardia para quem está chegando agora. E atenção à Force India…      

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