COMENDO PELAS BEIRADAS

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Na Turquia como em Indianápolis não venceu o melhor, nem o mais rápido, mas quem soube aproveitar as oportunidades. Como não se cansava de dizer o gênio Juan Manuel Fangio, corridas terminam na bandeirada e, se em Istambul. o que se viu foi um imbroglio interno – se é verdade que Mark Webber foi orientado pelo engenheiro a economizar combustível, um motivo a menos para Sebastian Vettel tentar uma manobra suicida, a 17 voltas da bandeirada – no oval da capital de Indiana a história das 500 Milhas voltou a ser escrita por linhas nem sempre retas.   Não faltaram marcas nos muros que cercam a pista – felizmente, apesar das cenas por vezes impressionantes – e os sonhos dos brasileiros ficaram, na sua maioria, pelo caminho. O de Bruno Junqueira foi rápido como todo o processo que levou à sua classificação, com apenas sete voltas. O de Rafa Matos esbarrou no trabalho dos boxes, mesmo motivo para que Hélio Castroneves, de quem se esperava a quarta vitória, perdesse terreno. Como é normal em Indianápolis, se o vencedor (Dario Franchitti) foi merecido, não faltaram performances surpreendentes de quem largou do fundo do pelotão, como o segundo colocado Dan Wheldon e o terceiro Alex Lloyd.   Voltando ao GP turco, recomendo a Sebastian Vettel que dê um jeito de conseguir o VT da corrida e acompanhe o que fizeram o vencedor Lewis Hamilton e Jenson Button no espaço de uma volta, com a pista escorregadia em alguns trechos. Companheiros de equipe podem duelar sim, e depois ter bons motivos para se orgulhar da briga. O alemão da Red Bull ainda tem 12 corridas para descobrir que o Mundial não se ganha numa curva caso não queira dar uma de Hamilton’2007. Sobre a Ferrari, é preocupante ver os carros vermelhos sem conseguir superar Rober Kubica e a ponto de Fernando Alonso tentar compensar, no braço, o que falta no equipamento. Comprometeu mais uma corrida, como quase fez em Mônaco e já não representa aquela imensa ameaça ao futuro de Felipe Massa. Na dele, o brasileiro tem feito o que pode e não é sem motivo que é um dos únicos, ao lado de Webber, a pontuar em todos os GPs. Milagres, até onde eu saiba, nem ele nem o asturiano têm condições de fazer. Para se aproveitar dos erros dos outros, é preciso estar no lugar certo na hora certa. Hamilton e Button, de um lado, e Dario Franchitti, do outro, entenderam isso, e, comendo pelas beiradas, terminaram o domingo com motivos para comemorar…

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