CAVEIRA DE BURRO

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É impressionante o que ocorre com as provas de longa duração no Brasil. Trata-se de uma das mais democráticas modalidades do automobilismo já que, além de dividir os gastos por dois, três ou até quatro pilotos dependendo da distância a percorrer, supermáquinas como as Ferrari F430 GT2 e o Audi R8 convivem com Fuscas envenenados ou carros de turismo apenas com o aparato de segurança e pequenas modificações. Teoricamente, vista a tradição do país, que fez história com provas como as Mil Milhas, as 12h de Tarumã ou os 500km de Interlagos, os grids deveriam estar cheios. Especialmente considerando a criatividade de projetistas, engenheiros e abnegados capazes de criar os mais variados engenhos de corrida – protótipos caros e baratos, adaptações de chassis de F-Chevrolet, F-3, nomes que ganharam notoriedade como o Espron e o Spyder. E não faltam categorias capazes de garantir equipamento de ponta – GT Brasil, Porsche GT3 Cup, os regionais de Marcas…

Só que, entre disputas políticas e um certo descaso, a Endurance tupiniquim pede socorro. A Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) apostou na SRO, a mesma empresa que organiza o Mundial de GT1 e o Europeu de GT3. Não foi adiante. Enquanto o promotor saía pela prova dos fundos, a própria CBA, em conjunto com as federações estaduais, tomou as rédeas da competição. Que recomeça este fim de semana, em Curitiba, com 14 inscritos. Isso mesmo, 14 carros quando existem, em potencial, 40, 50 ganhando poeira nas garagens das equipes. Pobre esporte brasileiro…

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