CANADENSE NUMA FRIA?

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Ganha um sorvete quem acertar o nome da competição que reunirá muito em breve, nas mesmas pistas, nada menos que cinco títulos mundiais de F-1, além de pelo menos quatro outros pilotos com passagens pela categoria. Quem respondeu Troféu Andros acertou. Para quem não sabe do que se trata, eu explico: os franceses são, desde sempre, fanáticos pelas corridas no gelo, ajudados, em grande parte, pela privilegiada geografia alpina. Por décadas as 24h de Chamonix reuniram inúmeros destaques das mais variadas origens. Pois há exatas duas décadas o piloto Max Mamers conseguiu o impulso que faltava ao garantir o patrocínio de uma empresa conhecida pela fabricação de doces, geléias e compotas de fruta para seu projeto de campeonato – eu conto mais sobre a história do evento em um próximo post.

Pois há sete anos um “tal” Alain Prost encontrou no campeonato, disputado em pistas curtas, com um formato bastante característico e um regulamento singular (os carros são construídos em torno de estruturas tubulares, com quatro rodas direcionais e motores bastante distintos dos originais), o lugar ideal para seguir se divertindo sem a pressão dos tempos do circo. Não conseguiu bater o professor do gelo – Yvan Muller, que acaba de conquistar pela segunda vez o título do Mundial de Turismo (WTCC) foi 10 vezes campeão – mas, assim que o compatriota resolveu andar em locais mais quentes, deu as cartas em duas temporadas (2007 e 2008).

Agora, o tetra da F-1, que acelera um protótipo Dacia (Renault) Duster ganha a compania de ninguém menos do que Jacques Villeneuve, que aceitou convite da Skoda para disputar pelo menos quatro etapas, a partir de sábado, em Val Thorens, com direito à superfinal, numa pista montada em pleno Stade de France. Se não há dúvidas de que a velocidade está no sangue, a destreza para acelerar nestas condições também tem tudo para fazer parte do DNA. Não custa lembrar que Gilles começou a chamar a atenção fazendo estripulias sobre uma moto de neve em seu Canadá natal. Para completar a festa, ainda tem Olivier Panis, Franck Lagorce, Paul Belmondo (que hoje prefere seguir a veia artística paternal e se transformou em ator consagrado) e Romain Grosjean, só para citar os destaques. Por aqui será possível ver uma ou outra imagem, especialmente em programas especializados dos canais esportivos da TV a cabo. Mas vai valer a pena acompanhar as feras cavucando a neve – para decepção de alguns, as derrapagens não são assim tão constantes, já que representam tempo perdido. Mais uma prova de que o automobilismo é um barato, não importa a categoria.

Trophee Andros/divulgação

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