CABEÇAS ROLARAM…

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Faltava apenas a confirmação oficial mas, quase dois meses depois da lambança em Abu Dhabi, a Ferrari resolveu agir. No melhor estilo do time de Maranello, discretamente, “derrubando” o culpado para um cargo de menor importância. A vítima da vez foi Chris Dyer, o australiano que se tornou sinônimo de títulos trabalhando como engenheiro de Michael Schumacher e, desde a saída de Ross Brawn, era o responsável pela estratégia. Não me admira que até o “capo” Stefano Domenicali tenha afirmado que pensou em sair – Dyer nunca teve a mesma cultura técnica de Brawn, por mais competente que seja. Nem teve sob seu comando alguém como o próprio Schumi, alguém a quem um pedido, do tipo “faça tantas voltas no ritmo de 1min40s4” era uma ordem, cumprida com precisão germânica.

Mas, alguém precisava pagar pelo fato de tanto Fernando Alonso quanto Felipe Massa terem sido chamados aos boxes bem depois do acidente da primeira volta (ironicamente envolvendo Schumacher), mas bem antes do momento em que o futuro campeão Vettel pararia. Decidiram marcar Mark Webber e se esqueceram do “outro” alemão. Pois não se trata apenas de tirar Dyer do lugar (Luca Baldiserri passou por punição semelhante e hoje comanda o Drivers Academy, a escolinha de pilotos da Ferrari). Seu substituto tem nome, sobrenome e currículo. Neil Martin ganhou experiência na Red Bull e na McLaren e, apesar da discrição, é apontado como responsável pela boa forma das duas equipes. Como já se vão longe os tempos em que a bagunça italiana imperava – a improvável aliança França/Inglaterra/Alemanha se encarregou de pôr a casa em ordem, pode até dar certo… 

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