BOLA PRA FRENTE…

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Quinta-feira (mais conhecida como hoje), 17h, de Brasília. Rafa Matos está de volta a um dos principais templos da velocidade mundial, o circuito de Daytona onde, de sexta a domingo, participa dos treinos extra-oficiais para a prova de 24h que abre o campeonato da Série Grand-American de resistência, marcada para os dias 29 e 30. Não poderia haver momento mais simbólico. Afinal, é o reencontro não apenas de um piloto com seu habital natural, é o ponto zero de um recomeço ainda doído. Na semana em que viu sua vaga na Dragon De Ferran Racing destinada a Tony Kanaan (que além do carisma de campeão da IRL levou uma polpuda ajuda de patrocinadores), o mineiro descobriu que a vida poderia reservar coisa muito pior: a perda do pai, Sérgio, principal incentivador e em boa parte responsável pelo sucesso. Era o fim de dezembro, normalmente momento de festa e renovação.

Mas é preciso seguir, e a melhor forma de fazê-lo é abraçar o sonho com carinho e dedicação ainda maiores; ganhar força para os próximos desafios e acreditar que as dificuldades que podem ser superadas serão. Assim, é com uma motivação digna de estreante que ele descarrega a mala com macacão e capacete, e conta as horas para entrar no cockpit do Riley BMW da equipe Level 5. Deu tempo de ver que o asfalto do traçado “mezzo oval, mezzo misto” da Flórida foi totalmente refeito, depois dos buracos que provocaram a interrupção das 500 Milhas, abertura da Nascar, em 2010. Será necessário dividir o comando do protótipo com os demais integrantes do time, mas há tempo para que todos andem o suficiente. E os últimos telefonemas e conversas fazem prever um desfecho favorável para a briga por uma vaga na IRL.

Rafa encontra conforto no fato de que o pai chegou a vê-lo no topo, no objetivo de uma caminhada iniciada nos tempos do kart; assim como viu a irmã Bárbara advogada formada. E, mais do que nunca, sabe o que o move daqui em diante. “Quero correr até o fim da minha vida. Seguir o sonho dele, ainda com mais vontade para que, onde ele estiver, continue orgulhoso de mim”. Boa, Rafa, força no pé direito e um 2011 de muitas vitórias e superação. Que a vontade de acelerar seja o combustível para superar a tristeza e a melhor justificativa para fazer tudo valer a pena…

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