Between a rock and a hard place…

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A grande história dos bastidores do GP da Bélgica acabou passando quase em segundo plano diante da dominação de Sebastian Vettel, das incontáveis ultrapassagens, das corridas de recuperação de Jenson Button e Michael Schumacher e do acidente de Lewis Hamilton: bastou a poeira baixar em Spa-Francorchamps para se descobrir que boa parte do desgaste dos pneus das Red Bulls não foi provocada pela borracha em si, mas pelo acerto escolhido para os carros do alemão e de Mark Webber.

A questão é a seguinte: a Pirelli, como qualquer outro fornecedor, repassa aos times as recomendações para a regulagem da suspensão, os ângulos de cáster e câmber – a posição dos pneus em relação aos eixos vertical e horizontal, já que eles não andam completamente paralelos ao solo, ou ao centro do carro. Acima dos valores preconizados, o risco é das equipes, e aí não é apenas problema de durabilidade, mas de segurança.

Paul Hembery, diretor de competições da Pirelli, confirmou ter pedido, diante do desgaste dos pneus macios, que o ângulo de câmber não fosse superior a quatro graus. A turma de Adrian Newey não concordou, passou do limite e, o que é pior, queria que a fábrica italiana fizesse algo em conjunto com a FIA – permitir a mudança dos pneus usados na qualificação, ou a mexida nos carros sem a obrigação de largar no fim da fila. Muito embora a marca que aparece seja a da Pirelli, a empresa, com razão, preferiu deixar tudo como estava. “Se nós interferíssemos, com as coisas como andaram, vocês estariam questionando por que beneficiamos a Red Bull. Fomos postos numa situação injusta, especialmente considerando que ela poderia ter sido evitada”. Como diz o título, traduzido, o fornecedor ficou entre a cruz e a espada. Mas fez o certo…

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