Bathurst, coisa de gente grande…

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Não que eu não soubesse, mas a disputa de mais uma edição das 12h de Bathurst, que surgiram como uma alternativa de endurance à prova de 1.000 milhas dos V8 Supercars, serviu para reforçar um fato que, aqui, a milhares de quilômetros de distância, não costumamos nos dar conta. A pista de Mount Panorama é sensacional, espetacular, e diferente de tudo aquilo que se tem por aí, especialmente em se tratando de traçados mais modernos. Eu podia dizer que são 6.213m, que a variação entre os pontos mais alto e baixo é de impressionantes 174m, que boa parte do traçado, entre as curvas 2 e 19 (sim…) não apenas é ladeado por muros colados ao asfalto, mas também é repleto de curvas cegas em que é preciso prender a respiração e mergulhar com coragem; que os trechos em subida e descida estão mais para o rally do que para a pista, já que exigem improvisação e não dão espaço para descanso. Mas talvez seja melhor mostrar algumas imagens de uma corrida decidida nos metros finais mesmo depois de uma volta do relógio, com todo o tipo de susto que o leitor possa imaginar. E que embora integre mais um certame dos tantos inventados por Stephane Ratel, que adora criar campeonatos, ainda tem um quê de romantismo, com um trabalho nos boxes nem sempre coordenado ou profissional, algumas concessões que fazem sentido só porque estamos em Bathurst. Mas que é um tremendo desafio, que só justifica respeito pelo feito de Alvaro Parente, Shane van Gisbergen e Jonathon Webb, com a McLaren 650 GT3 do Team Tekno. Pra quem acha que é fácil, vale dar uma olhadinha nas imagens e se deliciar…

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