ASSIM É QUE SE FAZ…

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A história não é propriamente nova. Em 1987, um certo Nelson Piquet foi obrigado a superar uma forte torcida contra na própria equipe (se fosse apenas isso tudo bem, mas o que houve foi uma verdadeira guerra de trincheiras nos bastidores) para bater Nigel Mansell, então companheiro na Williams, e levar o título. Avancemos a fita (ou o DVD, para ficar em tempos mais modernos) 13 anos, e mudemos de escuderia. O time do touro vermelho sempre prezou por valorizar os pilotos a quem ajuda desde os tempos do kart. Nada mais justo do que prestigiar Sebastian Vettel, assim como faz a irmã Toro Rosso com Buemi e Alguersuari.

Só que… na fábrica de Milton Keynes, pelo visto, todos enxergavam em Mark Webber um coadjuvante de luxo. Alguém capaz de garantir pontos que, somados aos do alemão, garantiriam um inédito título de Construtores, ao lado, é claro, do de pilotos que, se depender exclusivamente das forças na batalha, não pode escapar. O problema é que não depende. De trapalhada em trapalhada, Vettel vai ficando para trás, o australiano vem crescendo (parece que na própria Red Bull se esqueceram das vitórias de 2009) e há muito já pôs as manguinhas de fora. O problema é que decidiu deixar clara sua insatisfação – foi ácido e irônico ao comentar que o segundo piloto do time havia dominado uma das provas mais prestigiosas do calendário, enquanto o primeiro catava os cacos ajudado pelo safety car.

Se a McLaren não tem o melhor carro, vem dando um banho na estratégia, no trabalho e no entendimento entre seus dois pilotos, que tinha tudo para acabar azedando. E, no fim das contas, isso pode ser decisivo. Pode ser uma repetição da história 13 anos depois. Que bom que, numa F-1 em que expressar sentimentos ou opiniões é crime inafiançável, existe alguém com banca para fazer graça. Taí, pelo menos no duelo interno, estou torcendo para o Webber…

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