As retardatárias… com todo o mérito

Publicado em Sem categoria

Da série “para não dizer que você não viu no blog”, aí estão a Hispania F112 (em carne e osso, ou em metal e carbono, depois do esboço de mais cedo) e a Marussia MR02. Ninguém esperada nada revolucionário, e não veio nada mesmo. A Hispania resolveu partir do projeto do carro de 2010 que, ajustado, virou o do ano passado, e com o chassi novo – é o que a equipe garante, então eu acredito – fez os ajustes necessários, melhorando a circulação de ar na parte traseira e adotando o degrau de ornitorrinco, mas mantém a entrada de ar circular, o bico mais largo e baixo e o conjunto de transmissão “made in Williams”.

Pelos lados do time anglo-russo, imaginava-se uma ruptura com a máquina anterior, e dá para dizer que é o caso. Depois que Nick Wirth e seu conceito de projeto 100% feito no computador, graças ao Computational Fluid Dynamics (CFD), foram defenestrados da estrutura e Pat Symonds, aquele do Cingapuragate, tomou as rédeas, o carro ganhou ares mais convencionais. Encurtou, ganhou formas mais estreitas e fluidas. Mas, nada de Kers em ambos os casos – a tendência é que a briga de seis que envolvia a Caterham (ex-Team Lotus) se transforme em duelo de escuderias. Mas todo mérito a uma e a outra. Afinal, não estivessem no circo com seus meios e ambições modestas, teríamos 20 carros apenas no grid…

Marussia F1 Team/divulgação

HRT F1/divulgação

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *