ANTIGO, MAS MUITO ATUAL…

Publicado em Sem categoria

      “Não tem mesmo jeito. Bastam algumas gotas de chuva e a F-1 se transforma de remédio para insônia na categoria que todos gostariam de ver sempre. Dá até para quem larga em sexto lugar chegar ao topo do pódio…”      O leitor que acompanha atentamente o que se passa no Mundial pode pensar que eu me enganei. Afinal, Jenson Button não ocupava a sexta, mas a quarta posição no grid para o GP da Austrália. E bem que poderia ser um comentário sobre o que se passou nas ruas do Albert Park, mas é um pouco mais antigo. Dos tempos da coluna semanal, também no Superesportes, 2006, para ser mais exato.         Porque, entra ano e sai ano, mudam as regras e tenta-se tudo para tornar o espetáculo mais interessante, continuamos sendo surpreendidos por corridas monótonas, alternadas com outras de tirar o fôlego. E o que diferencia as primeiras das restantes? Normalmente as características dos circuitos – Barcelona, por exemplo, é normalmente ótima para quem sofre de insônia – e as condições meteorológicas. Exemplos? GP da China de 2007 (aquele em que Lewis Hamilton, com pneus em frangalhos, rodou na entrada dos boxes e viu o título rumar para os lados de Kimi Raikkonen); GP do Japão do mesmo ano, em que um verdadeiro furacão se abateu sobre Fuji, ou o histórico e inesquecível GP do Brasil de 2008, em que o título, por instantes, esteve nas mãos de Felipe Massa, mas escapou como as gotas da chuva. E mesmo o GP da Itália daquela temporada, que deu ao então novato Sebastian Vettel e à modestíssima Toro Rosso suas primeiras páginas de glória.        Esse é o problema que ronda o circo nos últimos anos. Cheguei até a sugerir, em outra coluna, que Bernie Ecclestone levasse um papo com São Pedro, ou até alugasse um desses aviões que provocam tempestades artificialmente. Do contrário, teremos de nos contentar com corridas monótonas, alternadas com outras de tirar o fôlego. Felizmente para a Malásia a previsão é de chuva. Está mais do que claro que, na F-1, o ditado não vale. Durante a tempestade é que vem a bonança…

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *