Ajudem o Nicolas, que ele merece… muito

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Em que categoria está correndo este ano o único brasileiro campeão em categorias internacionais de fórmula no ano passado? A resposta é tão triste quanto surpreendente: em nenhuma. Tive a chance de acompanhar de perto o carioca Nicolas Costa na etapa de Interlagos do Racing Festival de 2010, e desde então ficou claro que ele possuía talento acima da média, e que era uma das principais apostas de sucesso para o automobilismo verde e amarelo. Integrado à Ferrari Driver Academy, a escolinha de pilotos da Ferrari, como prêmio pelo título na finada série idealizada por Felipe Massa, ele teve um primeiro ano complicado na Europa e pagou pela decisão do time de Maranello de praticamente varrer os integrantes das classes menores, centrando forças na turma mais experiente (Jules Bianchi, Raffaelle Marciello e Brandon Maisano).

       Uma foto dos tempos da F-Futuro, tirada por este que vos escreve…

Mesmo sem o cavalinho empinado no macacão, ele partiu para a segunda temporada na F-Abarth e, com a equipe Euronova, de Vincenzo Sospiri, conquistou os títulos Italiano e Europeu da F-Abarth. Em outros tempos e outras circunstâncias, seria o suficiente para estar acelerando na GP3, ou no Europeu de F-3, talvez até no Europeu de F-Renault, como fizeram alguns de seus adversários.

Só que Nicolas está, literalmente, a pé. E trabalha como um condenado para tentar convencer patrocinadores e investidores a lhe darem uma mão. Ano passado fez bonito também na F-3 Sul-americana (correu algumas etapas e venceu). E sabe que seu lugar é na Europa ou nos EUA, com direito a sonhar alto, no que depender da capacidade e da qualidade técnica. Ninguém melhor do que ele para tentar explicar o inexplicável:

“Não sei explicar porque estou a pé, se tenho 6 títulos e dois prêmios em 3 anos de carreira. Com toda sinceridade, acho injusta minha situação, ainda mais se tratando de um país que está bem financeiramente, em pleno crescimento, mas que não está passando um bom momento no automobilismo. Nos últimos anos trabalhei muito dentro e (principalmente) fora das pistas para continuar lutando pelo meu sonho, mas talvez ter um sobrenome famoso ou rios de dinheiro seja mais importante hoje em dia.” Tomara que alguém acorde a tempo, ou um dos poucos brasileiros com potencial real de manter a tradição nas pistas do mundo estará sendo desperdiçado…

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