A volta da Brabham: que notícia para o post 1.500

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Aqueles que acompanham o blog desde seus primeiros dias sabem que este que vos escreve gosta de brincar com os números, registrá-los, ainda que seja apenas… uma brincadeira. Mas quando se vê o contador de posts chegar ao 1.499, é sinal de que houve muitas histórias contadas, assunto para manter este espaço digno do nome; falar da velocidade com agilidade, sem ficar longos e intermináveis períodos quieto. E olha que, se dependesse da vontade, já estaríamos batendo nos 3.000…

Pois eis que o post 1.500, numa quarta-feira “qualquer” tinha tudo para ser um como os outros, não fosse outro post publicado semana passada, dando conta do lançamento de um certo “Projeto Brabham”, anunciado por ninguém menos do que David, o filho do meio de Sir Jack, e um dos grandes nomes da endurance mundial nas últimas décadas. Olha que ele conseguiu manter o mistério, até que filtrassem as primeiras informações: depois de uma longa luta para reaver o direito de usar o próprio sobrenome nas pistas, a Brabham recomeça sua história, sem intermediários, pelo Mundial de Endurance (FIA WEC), com um protótipo LMP2, e a proposta de envolver investidores de forma inédita, com o chamado “Open Source Racing” – quem quiser colaborar poderá fazê-lo de várias formas, com acesso a plataformas digitais que permitirão mergulhar nos bastidores do time.

“Estou fazendo 49 anos e não sei por quanto tempo mais poderei pilotar de modo competitivo. Depois de muito pensar e trabalhar, finalmente as peças do quebra-cabeças se juntaram e nos permitiram começar. A ideia inicial é permanecer por três anos no Mundial, buscando vencer as 24h de Le Mans. Mais tarde, quem sabe, buscaremos uma vaga na Fórmula E e, se as condições permitirem, até mesmo retornar à F-1”, acabou de revelar Brabs, com direito ao anúncio de que as cotas de participação começarão com 25 libras (menos de R$ 100) e irão até as 10 mil (neste caso, envolvendo um curso personalizado com o próprio em Silverstone).

Felizmente não se trata de uso indevido da marca ou de uma iniciativa oportunista, mas de uma digna forma de honrar o espírito do tricampeão mundial de F-1, primeiro homem a vencer com um carro que levava seu nome, e que nos deixou este ano. O vídeo abaixo é de arrepiar, e dá uma ideia de como será este retorno, e como fazer para ser parte dele. Tomara que em breve seja possível pensar num carro próprio, como certamente deixaria Sir Jack orgulhoso, ele que praticamente foi o primeiro construtor em série de máquinas de vencer corridas. E que os netos, Sam e Matthew, também façam parte do projeto – certamente será especial ver um time Brabham em Interlagos’2015.

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