A MALA CHEIA OU NADA…

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Complicada a situação das três equipes novatas no Mundial de Fórmula 1. Às voltas com a sobrevivência (depois da Hispania, agora é o futuro da Virgin que estaria em risco, diante do pouco interesse do bilionário Richard Branson em investir realmente no time), fazem uma disputa à parte por um naco do quinhão dividido entre as escuderias – pelo Pacto da Concórdia, o acordo secreto que regula a distribuição dos milhões lucrados pela categoria, somente as 10 melhores no Mundial de Construtores ganham um polpudo cheque no fim do ano. Cheque este que, estima-se, seria de US$ 12 milhões, o suficiente para bancar o fornecimento de motores e guardar algum.

Por enquanto, a vantagem é da Lotus, graças ao longínquo 13º posto de Heikki Kovalainen no GP da Austrália. Só que a Hispania vem na cola, com duas corridas em 14º, contra uma da Virgin. O diretor técnico da Lotus, Mike Gascoyne, disse que a equipe pretendia mudar o foco para o carro de 2011, à espera de andar mais próxima do restante do pelotão. Será que vale a pena abrir mão de quase 20% do orçamento? É consenso no circo que a corrida particular será decidida num detalhe – uma prova com chuva, por exemplo, ou com algum acidente que tire do caminho boa parte da turma da frente. Fica claro é que ninguém tem na manga uma carta capaz de garantir a vantagem. E nesse caso, parece se tratar de uma disputa pela sobrevivência.

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