A força do exército vermelho…

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A queda da Cortina de Ferro, o fim do comunismo no Leste Europeu e a divisão das repúblicas soviéticas não tiveram reflexos apenas na política internacional. É só ver o caso da Rússia que, de tímida protagonista com suas categorias de turismo cheias de Ladas e AutoVaz de tecnologia antiquada, um campeonato de fórmula com chassis de construção ingênua, embora bem feita (esperado para quem domina a tecnologia aeroespacial) e meia dúzia de circuitos de rua – além dos ralis também lotados de… Ladas e AutoVaz – se abriu para a novidade, ganhou um autódromo internacional, a 70km de Moscou e terá a F-1 em Sochi ano que vem. Mas o mais incrível é o surgimento de uma legião de pilotos do que era uma realidade quase adormecida. Os milhões de dólares do gás e do petróleo e os investimentos cada vez mais audaciosos dos novos milionários (e bilionários) provocaram um enxame, em todas as categorias e modalidades, do kart à F-1, muito embora Vitaly Petrov, o pioneiro, o Yuri Gagarin do circo, tenha sido obrigado a fazer as malas e buscar outros mundos.

Chega a ser assustadora a nova onda russa nas pistas do mundo, cenário bem diferente do que vivem países tradicionais no automobilismo, como Brasil (sim… alguém ainda duvida que a fonte está secando?), Itália, Bélgica ou Japão. Uma prova? Então vamos lá, que basta uma pequena procura para lotar o post de gente: Evgeni Novikov (WRC), Alexsei Dudukalo (WTCC), Mikhail Aleshin, o mais talentoso deles, Sergei Sirotkin e Nikholai Martsenko (Renault World Series 3.5), Danil Kyvat, outro que promete (GP3), Semen Egstineev, Nikita Zlobin, Dzhon Simonyan, Egor Orudzhev, Konstantin Tereshchenko, Roman Mavlanov (F-Renault 2.0), Vitaly Larionov, Sergey Trofimov (F-Abarth Italia), Nikita Sitnikov, Vasiliy Romanov, Kirill Rasputin, Maxim Kim, Kirill Korolevskiy, Dimitri Stanishevskiy, Nikita Mazepin, Ivan Matveev, Robert Shwartzman, Alexandr Vartanyan, Vladimir Atoev, Maxim Martnyuk, Alexei Smodorinov, Kirill Kiselev, Bogdan Petisov, Irina Sidorkova, Georgy Talachanov, Georgii Efrosinin, Phillip Buznikov (kart). De onde se tem a certeza de que, por talento, grana ou os dois, o hino russo (não mais a Internacional, dos tempos de foice e martelo), vai ser presença constante nos pódios. Esse exército vem com tudo…

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