2 a 0 para nós…

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Esta é para ninguém, entre pilotos, organizadores e dirigentes da Indycar reclamar do que é feito nas ruas de São Paulo. Tudo bem que não é simpático “valorizar” os defeitos dos outros, mas por vezes é bom mostrar que a grama do vizinho nem sempre é tão verdinha quanto parece. Depois dos buracos inexplicáveis no asfalto do traçado do Belle Isle Park, em Detroit, o que fez com que a corrida deste ano fosse dividida em duas, deixando o público nas arquibancadas e diante da TV com cara de tacho, foi a vez das ruas de Baltimore comprometerem o espetáculo. Numa corrida organizada pela empresa de Michael Andretti – vale o mérito de levar categorias como a Indy e a American Le Mans a uma praça valorizada e até então deixada de lado pelo automobilismo – deu pena dos pilotos e suas costelas no primeiro dia de treinos. Além dos trilhos de bonde, a diferença de altura entre as placas de concreto e as irregularidades no asfalto urbano transformaram os treinos em prova de motocross – a cena do Dallara Honda de Simon Pagenaud bom meio metro longe do chão já correu o mundo. A solução de última hora foi criar uma chicane com uma barreira de pneus na reta principal – resolver não resolve, mas ameniza as pancadas. Fica a curiosidade sobre o estado de Bruno Junqueira depois de encerrar a maratona de duas categorias e quatro treinos num só dia. E viva o circuito do Anhembi, que eu percorri a pé em 2010 e estava um tapete em sua maior parte, com uma ondulação ou outra, nada mais…

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