Por que as mulheres têm menos chance de engravidar depois dos 32 anos?

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Uma recente publicação da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva sugere uma mudança na conduta médica para mulheres com mais de 30 anos que desejam engravidar. Afinal, a mulher nasce com todos os óvulos que irá utilizar durante a vida, e não existe produção posterior. Na verdade, a quantidade de óvulos começa a cair já durante vida-intra-uterina, pois o feto atinge o número máximo de óvulos ainda na barriga da mãe, na metade da gravidez. Esse número diminui até o nascimento, quando atinge em torno de um milhão de óvulos. Até a puberdade, haverá nova perda, que reduzirá essa quantidade para, aproximadamente, 300 mil. 
 
Isso implica na diminuição da chance de gravidez, que é gradual até os 32 anos, mas passa a ser significativa depois dessa idade. A partir dos 37, a redução ocorre de forma ainda mais rápida. Além da diminuição na quantidade de óvulos, existe, paralelamente, uma piora em sua qualidade. Esses dois fatores são, portanto, responsáveis pela diminuição na taxa de gravidez, tanto nos ciclos naturais, quanto nos ciclos de tratamento. 
 
Com o passar dos anos, também aumentam os riscos do aparecimento de outras doenças com potencial para comprometer as chances de gravidez, como miomas, obstrução tubárea e endometriose. Mulheres com história prévia de cirurgia ovariana, quimioterapia, radioterapia, tabagismo, infecção pélvica ou histórico familiar de menopausa precoce podem passar por uma diminuição acelerada da quantidade de gametas, aumentam os riscos de abortamento.
 
Assim, sabendo do declínio da fecundidade e do aumento do risco de abortamento, que dependem da idade, recomenda-se que mulheres com mais de 35 anos sejam avaliadas e submetidas a tratamento após seis meses de tentativas de gravidez, sem sucesso. A Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva faz as seguintes recomendações:
–  Promover a educação e conscientização reforçada sobre os efeitos da idade na fertilidade, essencial no aconselhamento de mulheres com desejo de gravidez;
–  Mulheres com mais de 35 anos de idade devem ser avaliadas e tratadas após seis meses tentando engravidar; 
–  Em mulheres com idade superior a 40 anos, a avaliação e o tratamento devem ser imediatos. 

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