Pesquisa aborda relação entre obesidade e FIV

Publicado em fertilização, FIV

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Uma pesquisa publicada na última edição da revista científica Fertility and Sterility aborda o impacto do índice de massa corporal (IMC) nas taxas de gravidez de mulheres submetidas a tratamento com fertilização in vitro. Os autores avaliaram dados do registro norte-americano, entre 2008 e 2010, e analisaram quase 240 mil pessoas. Foram comparadas mulheres com IMC de 18,5 a 24,9 (não obesas) com aquelas com IMC mais elevado. A conclusão foi de que as taxas de gravidez caem progressivamente de acordo com o aumento do índice.

A obesidade também teve impacto negativo nos resultados de fertilização in vitro (FIV) em ciclos realizados para casos de síndrome do ovário policístico e fator de infertilidade masculina, embora nem sempre tenha atingido significância estatística. O sucesso em ciclos autólogos, incluindo aqueles feitos especialmente para portadoras de ovário policístico e fator de infertilidade masculina, foram mais altos do que aqueles com IMC baixo ou normal. Além disso, houve piora progressiva e significativa nos grupos com IMC mais elevado.

Ainda são necessárias mais pesquisas para determinar causas e extensão da influência do IMC na FIV, incluindo populações de outras localidades. A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirma que a obesidade está entre os maiores problemas de saúde pública no mundo. Segundo projeção, em 2025, haverá 2,3 bilhões de adultos com sobrepeso; sendo que mais de 700 milhões serão obesos. No Brasil, a obesidade também cresce, o Ministério da Saúde aponta que mais de 50% da população está acima do peso.

Dadas as tendências da população, não surpreende que uma porcentagem crescente de mulheres que procuram tratamento de fertilidade também sejam obesas. Na configuração de fertilização in vitro, os resultados clínicos, tais como taxa de implantação, de gravidez clínica, de perda da gravidez e de nascidos vivos são todas potencialmente afetadas pelo IMC.

Os primeiros estudos sugeriam que o IMC não interferiria nos resultados de fertilização in vitro, mas pesquisas mais recentes parecem indicar o contrário, incluindo uma análise relativamente recente da Sociedade de dados Tecnologia de Reprodução Assistida (SART).

É importante ponderar que a obesidade altera os níveis de insulina liberados pelo pâncreas na mulher, o que desencadeia uma produção anormal de hormônios masculinos pelos ovários e, por sua vez, levando a um quadro de anovulação (falta da ovulação). Os quilos extras normalmente abalam a saúde cardiovascular, o equilíbrio hormonal e a estrutura anatômica, podendo causar também um distúrbio de transmissão de sinais hormonais, afetando seriamente a fertilidade.

Durante a gravidez, o sobrepeso também pode causar problemas, como pré-eclâmpsia, diabetes e doenças respiratórias como a asma, que, segundo especialistas, pode se agravar durante a gestação. Além disso, o sobrepeso também pode ter conseqüências para o bebê, que tem entre 50% e 60% de chance de nascer com macrossemia fetal – quando o recém-nascido tem um peso acima para a idade gestacional  – e hipoglicemia. Em longo prazo, há maior chance de obesidade na infância e na adolescência.

2 comentários para “Pesquisa aborda relação entre obesidade e FIV

  1. Muito bom saber essas noticias atual sobre os perigos da obesidade! Esta na hora de unir médicos de modo geral e a população pra ajudar na conscientização de perder peso com qualidade de vida! Tenho acompanhado crianças na pastoral da criança com situação de obesidade! E essa matéria me ajudou a esclarecer o porque de bebê obesos! Abraços obrigada

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