Juno: a proteína da fertilização

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Apesar dos contínuos estudos sobre a biologia da reprodução, nem todo dia são apresentadas novidades. Um estudo realizado realizado por um grupo de pesquisadores de Cambridge, na Inglaterra, foi recentemente publicado em uma das mais conceituadas revistas científicas do mundo, a Nature, mostra uma novidade interessante. 
Os pesquisadores identificaram, pela primeira vez, uma proteína localizada na superfície do óvulo, responsável pela fusão com o espermatozoide. A proteína foi batizada de “Juno” em homenagem à senhora dos partos, a deusa protetora do casamento e da fidelidade conjugal – chamada de Hera, na mitologia grega.
A fertilização acontece quando espermatozoide e óvulo reconhecem um ao outro e se fundem para formar uma nova célula geneticamente distinta. As bases moleculares desse reconhecimento são ainda desconhecidas, mas parece que são necessárias algumas interações entre receptores de proteínas localizados nas superfícies de ambos.
Há alguns anos, um grupo de pesquisadores japoneses descobriu uma proteína na superfície do espermatozoide, responsável pela ligação com o óvulo e chamada de Izumo1, que significa “altar matrimonial” em japonês. Não se conhecia o correspondente dessa proteína no óvulo, até esse momento, já que Juno seria o receptor para Izumo1.
Na pesquisa foi mostrado que camundongos femininos que não têm Juno são inférteis e também que óvulos com deficiência da proteína não se fundem com espermatozoides normais. Por fim, pôde-se perceber ainda, que após a penetração do espermatozoide, não não são encontrados resquícios da proteína na membrana, explicando o mecanismo de prevenção da entrada de múltiplos espermatozoides. 
Esses achados permitirão o desenvolvimento de novas alternativas para o tratamento da infertilidade e contracepção.

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