40 anos de Fertilização in vitro

Publicado em fertilização, técnicas inovadoras

Há 40 anos foi anunciado o nascimento do primeiro bebê de proveta e da técnica que iria revolucionar o tratamento para a infertilidade conjugal. Criada para solucionar as dificuldades de um casal obter uma gravidez devido à obstrução das trompas em casos ditos inoperáveis, a Fertilização in vitro (FIV) surgiu num período pós revolução sexual e liberação da sexualidade feminina. Com a liberação sexual, observamos um aumento na incidência de doenças sexualmente transmissíveis que levou a uma maior frequência de obstrução de trompas e infertilidade.

Nesses 40 anos, diversos avanços foram associados à técnica, permitindo um aumento nas taxas de gravidez e uma redução nos custos. Com isso, estima-se que, mais de três milhões de crianças já foram geradas a partir dessa técnica.

Foi desenvolvida a método de injeção de um único espermatozoide dentro do ovulo (ICSI), revolucionando o tratamento da infertilidade de causa masculina. Mulheres que não possuem mais óvulos, devido a tratamento anterior com retirada dos ovários, com quimioterapia/radioterapia, ou mesmo devido a menopausa, podem conseguir uma gravidez através da técnica de FIV utilizando óvulos de uma doadora. Para os casos de mulheres que tiveram o útero retirado, a FIV permite que embriões obtidos em laboratório sejam transferidos para o útero de outra mulher.

O avanço das técnicas de criopreservação permitiu às mulheres a preservação da sua fertilidade mediante o congelamento de embriões e o aumento da taxa acumulada de gestação e, mais recentemente, o congelamento de óvulos. Esse tratamento é uma excelente alternativa para mulheres com necessidade de adiar a gravidez. O mais importante é que a mulher passou a ter controle sobre sua capacidade reprodutiva.

A técnica de FIV possibilita também que casais homoafetivos possam constituir família com descendentes genéticos. Pessoas que desejam ter filhos sem um parceiro, também podem se beneficiar da Reprodução Assistida.

Desenvolvemos ainda a técnica de diagnóstico genético pré-implantação, que permite que os embriões formados em laboratório possam ser submetidos a estudos genéticos antes de serem transferidos para o útero, com objetivo de se evitar a transmissão de doenças genéticas.

Para os casais sorodiscordantes, em que o coito descoberto (sem uso de preservativo) pode levar a um aumento no risco de contaminação, as técnicas de Reprodução Assistida permitem que a fecundação ocorra em laboratório e o embrião seja transferido direto para o útero, reduzindo muito os riscos de transmissão (na verdade até o momento não existe nenhum caso relatado na literatura medica).

Uma pena que Patrick Steptoe e Bob Edwards (que chegou a receber o Nobel antes de falecer) não estejam vivos para comemorar conosco esse enorme avanço da medicina.

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