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Sou jornalista e meu gosto por aventuras já me levou a lugares extremos! Com vontade e estratégia superei desafios artificiais e selvagens que se interpunham às histórias que buscava, acumulando experiência e técnicas. No Rotas do Explorador mostro expedições e dicas outdoor.

Perigos da escalaminhada, uma escalada sem equipamentos de segurança

Vista da “Antena” da estrada até os mirantes da serra do Curral (Foto: Jair Amaral)

A subida até a “Antena”, no alto da Serra do Curral, era uma das grandes diversões da galera até a década de 2000, quando vários acidentes ocorreram. Isso, porque o acesso era liberado e as pessoas para atingir os 1.317 metros, usavam as mãos e o cabo – que era o para-raios da antena – para chegar ao topo, depois 80 metros bastante íngremes. Nessa brincadeira, um amigo que escalou o topo há 18 anos, caiu e precisou ser internado com ferimentos graves na cabeça. Para mim, uma lição sobre os perigos das escalaminhadas!

Assista no vídeo abaixo um trecho de escalaminhadas que fiz para atravessar a Serra do Curral para o meu Canal do YouTube, o Missão Carcará. Se curtir, se inscreva!

As escalaminhadas são avanços por meio de elevações que precisam ser vencidas durantes trilhas que exigem níveis diferentes de preparação. Desde as que não precisam mais do que um leve engatinhar até as mais íngremes que exigem alguma técnica vertical e por vezes serpenteiam obstáculos à beira de abismos. Considero menos que bouldering, que já é uma prática de escalada em afloramentos rochosos com níveis de dificuldade maiores, que exigem técnicas específicas e são excelentes para treinar ao ar livre. E bem menos exigente que uma escalada de montanha que necessite de técnicas e de equipamentos de segurança no montanhismo e alpinismo.

Pensando assim, as escalaminhadas parecem muito mais um passeio na montanha, certo? Errado! O fato de não se utiliza nenhum equipamento só amplia a necessidade do montanhista ter mais atenção aos seus movimentos, ao equilíbrio do corpo e dos equipamentos que carrega no trajeto, como as mochilas. É em terrenos considerados mais fáceis que muitas vezes os aventureiros baixam a guarda e acabam com torções e até fraturas.

Escalaminhada na trilha da Travessia BH-Nova Lima até o Pico BH (Foto: Mateus Parreiras)

Outro problema pouco levado em conta e que a Serra do Curral reserva a cada subida é a instabilidade do solo. Imagine que a composição de filitos e de minério de ferro se esfacela à cada passagem de pessoas, muda a cada chuva e se torna um amontoado de pedras soltas ou que aparentam estar presas, podendo descer a qualquer momento. Todo cuidado é pouco.

Foi numa situação dessas que meu amigo caiu. Um colega nosso estava à sua frente e deslizou nessas pedras, provocando uma pequena avalanche de pedras. Uma das rochas atingiu a testa do nosso amigo, que despencou rolando e em queda livre de mais de 30 metros. precisou ser resgatado de ambulância e ficou internado por dois dias com sérios edemas cerebrais causados pelos traumas na cabeça.

Um alerta de que nem tudo que parece simples, não deixa de ser perigoso. 

 

 

 

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