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Sou jornalista e meu gosto por aventuras já me levou a lugares extremos! Com vontade e estratégia superei desafios artificiais e selvagens que se interpunham às histórias que buscava, acumulando experiência e técnicas. No Rotas do Explorador mostro expedições e dicas outdoor.

Facas e machados para todos os gostos na feira Hupur 2019

Facas da cutelaria Dickmann são funcionais e específicas para muitos trabalhos (Foto: Mateus Parreiras)

Se ninguém que já acampou dispensa uma boa fogueira, como disse no meu último post, não tem quem vá para um acampamento descente sem considerar uma boa faca na sua cintura. Talvez o equipamento mais versátil para as pessoas que se embrenham nas matas e trilhas para ficar junto à natureza, as lâminas figuraram com destaque nos estandes do Hupur 2019, a feira do Bushcraft que ocorreu entre os dias 19 e 21 de julho em Franca (SP).

Assista abaixo aos vídeos que fiz sobre o Hupur 2019 para o meu canal do YouTube e se inscreva lá se curtir 😉

Um dos cuteleiros que ganhou mais projeção nos meios de bushcraft e sobrevivência é Felipe Luiz Dickmann, que viajou mais de mil quilômetros do Rio Grande do Sul para a feira Hupur. Suas peças variam dentro de diversas categorias, com facas de bushcraft, lâminas clássicas para entalhe, porte diário (edc), machadinhas, uso urbano, mateiro, táticas para uso velado e militares, entre outras. “Essa é a mágica da cutelaria custom. A gente adapta e faz como quiser a peça. Produzo facas desde os 12 anos, mas brincava de fazer facas no começo. Em 2017, comecei a ser profissional ao ver que as facas estavam em um padrão legal para ser vendido. Sou perfeccionista e por isso a peça tem de estar dentro de um padrão para ser vendida”, disse o cuteleiro.

Dentro da proposta pensada para o Hupur, que é a de aproximar as artes mateiras de famílias e de crianças, Dickmann lançou uma faca pensada no uso infantil. “A lâmina não tem ponta. Tem toda a qualidade, o fio é uma navalha que dá para realizar várias atividades, mas não tem quinas vivas. Assim a criança pode treinar com mais segurança”, conta.

William Bertolucci, da Knife Mountains. Um dos fundadores do Hupur e um artista da cutelaria (Fotos: Mateus Parreiras)

Outro perfil de facas expostas na feira é o daquelas mais ligadas à arte, à forma e à simbologia, como facas do cuteleiro da Knife Mountains de Lavras (MG), Willian Bertolucci. O mineiro consegue unir funcionalidade, rara beleza e balanço em suas peças expostas na feira. Ele, aliás, é um dos fundadores do Hupur. “Fiz uma faca para um dos organizadores. A evolution. Quando teve a ideia de fazer o Hupur ele me ligou e perguntou se eu queria participar. Daí, ele falou que era para expor as minhas facas e ajudar como desse. Criamos uma família enorme. Não tem dinheiro que paga reencontrar os amigos e participar desse movimento”, disse.

Diferente das lâminas de Dickmann, as peças premiun de Bertolucci são únicas. “As minhas facas são 100% artesanais, faço para uso para caça, sobrevivência, qualquer estilo e faço facas artísticas que são diferentes. Têm entalhes nas bainhas e uso até ossos no cabo. As linhas especiais são uma peça para cada comprador, não tem outra igual no mundo”, conta o cuteleiro.

Estande da loja Mundo Outdoor no Hupur trouxe equipamentos de primeira linha (Foto: Mateus Parreiras)

Além das facas artesanais, a feira expôs material de primeira linha em termos industriais e semi-industriais em esta,des como o da loja Mundo Outdoor. Além de facas de uso tático, militar e clássicas do bushcraft, havia também uma série de equipamentos vendidos também pela internet, como petrechos de afiação e de polimento de lâminas. Ou seja, no quesito facas, não faltaram artigos para atender a esse público que não vive com a cinta sem bainha.

 

 

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