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Sou jornalista e meu gosto por aventuras já me levou a lugares extremos! Com vontade e estratégia superei desafios artificiais e selvagens que se interpunham às histórias que buscava, acumulando experiência e técnicas. No Rotas do Explorador mostro expedições e dicas outdoor.

Bainhas de couro a talheres de entalhe. Os artesãos do bushcraft no Hupur

Vandinho Albuquerque começou o artesanato em couro para abrigar suas lâminas e hoje mantém esse ofício vivo no Hupur (Foto: Mateus Parreiras)

Uma das partes mais interessantes do Hupur é poder admirar a arte dos praticantes de bushcraft em seus estandes. Muitos deles fazem demonstrações de suas técnicas por meio das redes sociais. Mas assistir essa arte presencialmente é uma experiência mais profunda e enriquecedora.

Assista aos vídeos que fiz e veja como foi o 2º Hupur Bushcraft no meu canal do YouTube, o Missão Carcará. Se curtir, se inscreva no canal, 😉

Chifres de cervos, ossos e couro se tornam acessórios de fina arte nas mãos do artesão de couro Vanderson de Albuquerque, de Alfenas, no Sul de Minas, da Vandinho Albuquerque Quati Leather. Tomam a forma de peças como bainhas para vários tipos de facas, proteções para machados, pederneiras e barras de ferrocério estilizadas, pochetes, bolsas, cintos, saquinhos (pouchs), porta cobertas e porta mantas. “Com o crescimento do bushcraft no Brasil a procura por acessórios artesanais em couro tem crescido também. Recebo encomendas pela internet do Brasil todo. Já despachei um pouch para o Acre, para você ter uma ideia”, conta Vanderson.

Como muitos do Hupur, a atividade artesanal começou como hobby e se tornou uma profissão paralela que mantém os ofícios primitivos vivos no Brasil. “Comecei porque não tinha quem fizesse bainhas para as minhas lâminas. Fui me interessando, melhorando, a coisa foi crescendo e hoje é uma atividade paralela à minha profissão, mas que ajuda muito”, afirma o artesão mineiro.

Estande do grupo Bushcraft Brasília trouxe os conhecimentos ancestrais do cerrado para o festival (Foto: Mateus Parreiras)

Os grupos de atividades mateiras que florescem nos estados também tiveram espaço e demonstraram suas artes na feira. Com a matéria prima retirada do cerrado do Planalto Central, os integrantes do Bushcraft Brasília mostraram como se entalhar colheres e recipientes. Além do mais, trouxeram ervas medicinais e iguarias do bioma para disseminar esse conhecimento ancestral, um trabalho que levam a escolas e comunidades da sua região, mantendo assim essas tradições ancestrais vivas. Algo similar faz o grupo Guerreiros Bushcraft, do Rio de Janeiro, que expôs também lâminas e ferramentas rústicas utilizadas em suas atividades mateiras na mata atlântica. Uma forma de trazer mais interesse e conservar as matas que os abrigam.

 

 

 

 

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