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Sou jornalista e meu gosto por aventuras já me levou a lugares extremos! Com vontade e estratégia superei desafios artificiais e selvagens que se interpunham às histórias que buscava, acumulando experiência e técnicas. No Rotas do Explorador mostro expedições e dicas outdoor.

De matas e acampamentos brasileiros floresce o Hupur Bushcraft

De um lado, estande de bushcraft, do outro, material tático da loja Cães Pastores. Todo mundo se entendeu no Hupur (Foto: Mateus Parreiras)

Em meio à polarização política e às intolerâncias sociais sob vários aspectos, uma ilha de fraternidade e humildade imperou em Franca, no interior de São Paulo, a 400 quilômetros da capital. E veio de trás, do mais original e primitivo sentimento humano essa lição de convivência. Falo aqui do 2º Hupur – Bushcraft, um festival de artes mateiras que conseguiu reunir gente que pensa diferente, como sobrevivencialistas, bushcrafters, escoteiros, desbravadores, caçadores e aventureiros sob o mesmo esteio, aquele do amor pela vida ao ar livre.

Assista clicando abaixo ao vídeo que fiz sobre o primeiro dia do Hupur e se curtir se inscreva no meu canal do YouTube 😉

“O primeiro foi um teste, estávamos vendo qual o potencial e ficou muito nítido que o bushcraft no Brasil vai crescer muito ainda. não sabíamos como as pessoas iam se comportar, mas naturalmente foi uma coisa de humildade, curiosidade e interesse verdadeiro que deixou todos à vontade. Nesses 11 primeiros anos que trabalhamos foi plantando uma semente. É um trabalho desse clã, dessa comunidade. Espero que o bushcraft seja uma ferramenta para a gente aprender a dar valor à biodiversidade que temos no Brasil, a nossa ghrande quantidade de biomas e a infinidade de experiências gratuitas com o mato esperando aqueles que se dispuserem a entrar e a aprender”, disse Giuliano Toniolo, instrutor de sobrevivência e bushcraft de Minas Gerais e um dos mais reconhecidos mundialmente.

Para Márcio Batata, que é mestre escoteiro e um dos pioneiros do sobrevivencialismo (preparação) no Brasil, com seu canal do YouTube Guia do Sobrevivente, o Hupur já extrapola as barreiras nacionais e tem chamado a atenção de lugares onde esse conceito de vida e arte já é mais consolidado, apesar da área restrita de vegetação nativa disponível. “Neste ano, já veio gente de fora. Tivemos pessoas de Portugal e da Inglaterra para ver o que é o bushcraft nacional. Já somos o maior evento de bushcraft da América Latina”, afirma.

Márcio Batata (e) um dos pioneiros do sobrevivencialismo e Giuliano Toniolo, instrutor de sobrevivência renomado mundialmente foram percussores do Hupur (Foto: Mateus Parreiras)

O clima era mesmo de interação. Perambulando reconheci muitas pessoas e fui também reconhecido. Mas mesmo aqueles que vi pela primeira vez e que pelka primeira vez viram a minha cara, me aceitaram em seus acampamentos, trocaram experiências, riram, contaram casos e até iguarias deliciosas da culinária mateira pudemos dividir. Como eu fiz, ir ao Hupur sozinho, não é solidão, é a abertura para se ampliar sua rede de relações e amizades nesse setor, nesse mundo.

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