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Sou jornalista e meu gosto por aventuras já me levou a lugares extremos! Com vontade e estratégia superei desafios artificiais e selvagens que se interpunham às histórias que buscava, acumulando experiência e técnicas. No Rotas do Explorador mostro expedições e dicas outdoor.

Sozinho nas trilhas da Serra do Curral até o Pico BH

Visão do Pico Belo Horizonte da trilha desconhecida que fiz desta última vez (Foto: Mateus Parreiras)

Algumas pessoas questionaram o fato de eu ter feito uma trilha desacompanhado. Foi na última vez que subi a Serra do Curral em direção ao Pico BH e a outros destinos que não posso revelar ainda para não estragar a surpresa. O fato é que essas pessoas estão certas. Não se deve fazer uma aventura na montanha sozinho. Isso é extremamente perigoso e eu sabia exatamente dos riscos que estava correndo no momento que pisei no início do caminho, no Hospital da Baleia.

Veja como foi essa aventura até o Pico BH no vídeo abaixo que fiz para o meu canal do YouTube, o Missão Carcará. Se curtir, se inscreva lá 😉

Mas, ciente de todos os riscos, tomei essa decisão e assumi a responsabilidade. Avisei para minha família onde estava indo e por volta de qual horário retornaria. Fiz até vídeo chamadas contando um pouco sobre os trajetos escolhidos e aproveitando para mostrar o visual – sem comprometer a bateria do telefone, ainda que tivesse um power bank. Levei suprimentos a mais e também um kit de sobrevivência mais completo.

Por esse motivo eu redobrei a atenção. Chequei várias fontes cartográficas e relatos de montanhistas para ter certeza de que o caminho a seguir estava bem compreendido. Sim, para agravar, nessa aventura solo ingressei por uma trilha que nunca tinha feito antes, a partir do Hospital da Baleia e pelo vale que circunda a Mineração Pau Branco, pois não queria  ser barrado pelos seguranças da mina. Sempre que encontrava alguém fazia questão de perguntar de onde vieram e por onde iam, para também lhes contar o mesmo. Em caso de problemas, poderiam ajudar num resgate.

Selfie deste aventureiro rumo ao Pico BH e outras aventuras (Foto: Mateus Parreiras)

Quando se ingressa numa trilha nova a precaução deve ser muito grande. É preciso observar os marcos naturais, como faces de montanhas, árvores muito grandes, por onde corre a água de algum rio, se há árvores floridas numa posição e até as folhagens brancas das imbaúbas servem de orientação. Pedras, troncos, cupins e muitos outros marcos no nível da trilha também ajudam muito. Uma das coisas que faço sempre e parar e observar como é a paisagem atrás de mim, pois quando estiver retornando é isso que pretendo ver em caso de trilha de ida e volta por mesmo trajeto. 

 

 

 

 

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